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Futuro do técnico Garcia da Bélgica é incerto após substituição de goleiro em derrota para a Espanha

11 jul 2026 - 15h37
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O técnico da Bélgica, Rudi Garcia, foi alvo ‌de uma enxurrada de críticas por ter substituído o goleiro titular Thibaut Courtois na derrota de sexta-feira nas quartas de final da Copa do Mundo para a Espanha, aumentando as dúvidas sobre seu futuro.

Courtois achava que poderia continuar, apesar de uma pontada na perna, mas Garcia insistiu para que ele saísse, já que não estava 100% em forma.

Senne Lammens entrou em seu lugar aos ⁠71 minutos, mas deixou escapar um chute rasteiro de Pau Cubarsi, permitindo que o reserva espanhol Mikel ‌Merino aproveitasse a oportunidade aos 86 minutos e garantisse a vitória por 2 a 1 na sexta-feira.

A insistência de Garcia em tirar Courtois atraiu a ira de analistas belgas, como o comentarista ‌Peter Vandenbempt.

"Você substitui o melhor goleiro do mundo durante uma ‌partida das quartas de final da Copa do Mundo porque ele não consegue mais ⁠chutar bolas longas... impressionante! Simplesmente não consigo entender isso", disse ele em uma rádio belga.

"A única explicação é que Garcia se apega a princípios rígidos. Não está 100% em forma? Então você está fora. Mas certamente alguém como Courtois sabe do que é e do que não é capaz?"

Garcia, no entanto, explicou sua filosofia com clareza.

"Desde o início da Copa do Mundo, venho dizendo que apenas ‌jogadores 100% em forma fisicamente podem jogar. Isso se aplica ao Thibaut também. Precisávamos dos chutes longos ‌dele — primeiro para o Charles (De ⁠Ketelaere), depois para o ⁠Romelu (Lukaku). Não queríamos que a lesão do Thibaut piorasse. Portanto, não me arrependo da decisão de substituí-lo."

A decisão de ⁠Garcia certamente estará entre os assuntos discutidos quando seu ‌contrato for reavaliado antes do ‌fim do mês, quando o acordo expira.

O francês de 62 anos, que conquistou o título da Ligue 1 com o Lille em 2011, foi nomeado no início de 2025 com a missão de dar um novo fôlego à equipe após a gestão de Domenico Tedesco, ⁠descrita como tóxica e sem alma.

GARCIA ALCANÇOU SEUS OBJETIVOS

Manter-se na divisão principal da Liga das Nações foi a primeira tarefa de Garcia, cumprida com sucesso, assim como a recomendação para a Copa do Mundo. A meta de chegar às quartas de final também foi alcançada pelo técnico.

O histórico de Garcia em 20 partidas internacionais é de 12 ‌vitórias, seis empates e duas derrotas.

Os dirigentes da federação belga terão, no entanto, que decidir se Garcia é a pessoa certa para continuar no cargo, enquanto buscam formar uma equipe capaz ⁠de disputar o Campeonato Europeu de 2028.

Houve muitas críticas sobre suas táticas, substituições e estilo de comando, e a decepção com a derrota por uma diferença mínima para a Espanha não ajudou em nada sua causa.

A Bélgica teve uma Copa do Mundo irregular, passando por momentos difíceis mais de uma vez para avançar às quartas de final, empatando com o Egito e o Irã antes de derrotar a Nova Zelândia e liderar seu grupo. A equipe escapou por pouco contra o Senegal na fase de 32, quando Garcia tirou seus principais jogadores com o placar em 2 a 0 contra, mas é discutível se foram suas substituições ou os erros defensivos do Senegal que contribuíram para a virada.

Ele também pode destacar momentos positivos, no entanto, como a goleada de 4 a 1 sobre os co-anfitriões, os EUA, e a entrada em campo de jogadores como Nathan Ngoy e Nicolas Raskin, que tiveram atuações impressionantes no torneio.

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