Vagner Mancini alerta para seca de gols do Bragantino
Técnico destaca apenas dois gols em seis jogos após a Copa do Mundo e aponta baixa eficiência ofensiva como problema
Vagner Mancini deixou o campo preocupado com os números ofensivos do Bragantino após a derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG. O resultado, nesta quarta-feira, 12, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, aumentou a pressão sobre o setor ofensivo do Massa Bruta.
Depois da pausa para a Copa do Mundo, o Bragantino disputou seis partidas. O retrospecto inclui uma vitória, três empates e duas derrotas. O dado que mais preocupa o técnico, porém, está no ataque. A equipe marcou somente dois gols nesse período, média de 0,33 por partida.
A sequência reúne resultados que ajudam a dimensionar a dificuldade ofensiva: empate por 1 a 1 com o Fluminense, 0 a 0 diante do Sporting Cristal, 0 a 0 com o Coritiba, vitória por 1 a 0 sobre o Sporting Cristal, derrota por 2 a 0 para o Corinthians e o revés por 1 a 0 para o Atlético-MG.
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"A gente fica chateado por isso. A gente vinha em uma fase muito boa, uma sequência muito boa, fazendo gols… De repente, após a Copa do Mundo, são seis jogos e dois gols apenas. É muito pouco", disse Vagner Mancini, durante entrevista coletiva, antes de prosseguir:
"Hoje, após a partida, fui olhar os números do jogo. Nós tivemos 21 bolas a gol, sendo sete no gol, que é um número baixo para você falar que o seu time é eficiente", explicou o treinador do Red Bull Bragantino.
Bragantino finaliza, mas não converte
A estatística apresentada pelo treinador chama atenção porque mostra uma diferença entre volume e eficiência. Contra o Atlético-MG, o Bragantino finalizou 21 vezes. Deste total, sete chutes foram na direção do gol. Ainda assim, o time terminou a partida sem marcar.
O cenário reforça a avaliação de Vagner Mancini. O problema não está necessariamente na capacidade de criar oportunidades, mas na dificuldade para transformar as chances em gols após a pausa para a copa do Mundo.
A equipe teve mais volume ofensivo do que o adversário em determinados momentos, mas não conseguiu superar Everson. O goleiro do Atlético-MG realizou defesas importantes e ajudou a preservar a vantagem mineira.
Vagner Mancini aponta queda de eficiência
O treinador reconheceu que o Bragantino poderia ter construído um resultado diferente em Bragança Paulista. A falta de precisão, entretanto, acabou determinando o placar e obrigou o time paulista a buscar uma reação fora de casa.
"A gente teve mais oportunidades e poderia ter construído um placar diferente do jogo. Foi uma derrota que nos custa, logicamente, ter que jogar fora de casa agora e tendo que reverter o resultado. Mas, acima de tudo, o que está faltando realmente é botar a bola para dentro", acrescentou.
Dois gols em seis jogos
A média de 0,33 gol por partida é baixa para uma equipe que precisa competir em três frentes. Além da Sul-Americana, o Bragantino disputa o Campeonato Brasileiro. A sequência também mostra como a produção ofensiva caiu.
Dos seis jogos, apenas dois terminaram com gols da equipe: o empate por 1 a 1 com o Fluminense e a vitória por 1 a 0 sobre o Sporting Cristal. Nos outros quatro compromissos, o Bragantino não conseguiu marcar.
Bragantino precisa reagir em Belo Horizonte
A derrota por 1 a 0 deixa o Red Bull Bragantino em situação delicada na Copa Sul-Americana. O clube paulista precisará vencer por dois ou mais gols de diferença para garantir a classificação no tempo normal.
Caso consiga apenas uma vitória por um gol, a vaga será decidida nos pênaltis. O Atlético-MG avança com qualquer empate. O jogo de volta será disputado na próxima quarta-feira, 19, às 19h, na Arena MRV, em Belo Horizonte.
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