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Uefa comemora recuo da Fifa e dispara contra Infantino após projeto bilionário ser cancelado

A Uefa celebrou o recuo da Fifa após o cancelamento de um projeto bilionário envolvendo os direitos comerciais das principais competições e aproveitou para fazer duras críticas à gestão de Gianni Infantino.

1 ago 2026 - 18h19
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Gianni Infantino, presidente da FIFA, durante sorteio dos grupos para a Copa do Mundo de 2026, em dezembro de 2025 -
Gianni Infantino, presidente da FIFA, durante sorteio dos grupos para a Copa do Mundo de 2026, em dezembro de 2025 -
Foto: Andrew Harnik/Getty Images / Esporte News Mundo

A Uefa comemorou publicamente neste sábado (1º) a decisão da Fifa de abandonar o projeto que previa vender uma participação minoritária dos direitos comerciais de suas principais competições, como a Copa do Mundo masculina, a Copa do Mundo Feminina e o Mundial de Clubes. A entidade europeia aproveitou o recuo para fazer duras críticas ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmando que "o futebol não está à venda" e acusando a atual gestão de perder a confiança do cenário internacional.

Na sexta-feira (31), o próprio Infantino confirmou o cancelamento da proposta e admitiu que o plano "causou divisões". O projeto previa a criação de uma nova empresa para administrar os ativos comerciais da Fifa, incluindo direitos de transmissão, patrocínios e venda de ingressos. A companhia seria avaliada em cerca de US$ 20 bilhões (R$ 101,6 bilhões), com a venda de aproximadamente 20% para investidores privados, o que poderia render cerca de US$ 4,2 bilhões (R$ 21,3 bilhões) à entidade.

A proposta, no entanto, encontrou forte resistência da Uefa, de federações nacionais, ligas, clubes, sindicatos de atletas e até de líderes políticos europeus. Segundo a entidade, a possibilidade de um boicote às competições organizadas pela Fifa foi determinante para que o plano acabasse sendo retirado de pauta.

Em nota oficial, a Uefa direcionou críticas contundentes à administração de Gianni Infantino, afirmando que o dirigente descumpriu promessas feitas durante sua campanha presidencial em 2016 relacionadas à transparência na gestão da entidade. O comunicado classificou a iniciativa como um acordo "mesquinho, feito de portas fechadas e opaco", além de afirmar que a atual liderança da Fifa perdeu a confiança do futebol mundial.

Outro ponto levantado pela entidade europeia foi a situação financeira da própria Fifa. Segundo a Uefa, a organização possui mais de US$ 5 bilhões em reservas financeiras que poderiam ser utilizados para fortalecer programas como o FIFA Forward, destinado ao desenvolvimento do futebol nos 211 países filiados, sem a necessidade de comercializar parte dos direitos das principais competições.

A entidade também informou que pretende iniciar, nos próximos dias, uma revisão estrutural ao lado de outras confederações para impedir que projetos semelhantes sejam apresentados novamente sem o aval das associações filiadas.

Esporte News Mundo
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