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Técnico dos EUA fala sobre partida e caso Balogun após derrota para a Bélgica: "Misturam as coisas

A eliminação dos Estados Unidos para a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo não encerrou a repercussão do caso envolvendo Folarin Balogun. Depois da derrota por 4 a 1, o técnico Mauricio Pochettino afirmou que a polêmica em torno da liberação do atacante extrapolou o futebol e revelou incômodo com as críticas […]

7 jul 2026 - 08h43
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Mauricio Pochettino, treinador dos Estados Unidos, após a derrota para a Bélgica por 4 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 -
Mauricio Pochettino, treinador dos Estados Unidos, após a derrota para a Bélgica por 4 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 -
Foto: Luke Hales/Getty Images / Esporte News Mundo

A eliminação dos Estados Unidos para a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo não encerrou a repercussão do caso envolvendo Folarin Balogun. Depois da derrota por 4 a 1, o técnico Mauricio Pochettino afirmou que a polêmica em torno da liberação do atacante extrapolou o futebol e revelou incômodo com as críticas recebidas nos últimos dias.

O treinador reconheceu que o ambiente foi conturbado, mas fez questão de afastar qualquer relação entre o episódio e o desempenho da equipe em campo. Para ele, a classificação belga foi construída por méritos esportivos.

"Não era o nosso dia. A Bélgica foi superior e mereceu a vitória. Não quero usar essa situação como desculpa para o resultado", afirmou.

Apesar disso, Pochettino admitiu ter ficado abalado com o tom das reações após a Fifa autorizar Balogun a disputar o confronto. Segundo o comandante, a discussão deixou de ser apenas esportiva e passou a envolver acusações e ataques pessoais.

"O que mais me decepcionou foi ver pessoas misturando política, ética e integridade em uma situação prevista pelo regulamento. Também houve mensagens ofensivas e até ameaças. Isso é algo que vai muito além do futebol", declarou.

A controvérsia começou após a Fifa suspender a punição automática de Balogun, expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina. Com isso, o atacante ficou liberado para enfrentar a Bélgica, decisão que provocou forte repercussão e ganhou dimensão política depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou ter conversado com Gianni Infantino para defender a revisão da suspensão.

Durante a entrevista, Pochettino evitou entrar no mérito da decisão da entidade e ressaltou que seu papel era apenas preparar a equipe.

"O regulamento permite esse tipo de solicitação por parte da federação. Se o jogador foi considerado apto a atuar, minha responsabilidade era trabalhar normalmente com ele disponível", explicou.

O argentino também criticou o rumo tomado pelo debate e afirmou que a discussão deveria se limitar à interpretação das regras, sem colocar em dúvida a conduta das pessoas envolvidas.

Mesmo frustrado com a eliminação, Pochettino preferiu valorizar a atuação da Bélgica e reiterou que os Estados Unidos ficaram abaixo do esperado. Para ele, o desempenho em Seattle explica o resultado muito mais do que qualquer episódio ocorrido fora das quatro linhas.

Esporte News Mundo
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