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Rival da Argentina, Egito tem clube que já foi filial do futebol brasileiro

Refundado em 2018, Pyramids investiu milhões para contratar cinco jogadores brasileiros, além da comissão tecnica

7 jul 2026 - 07h04
(atualizado às 07h04)
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Keno (Fluminense) jogou pelo Pyrramids em 2018 –
Keno (Fluminense) jogou pelo Pyrramids em 2018 –
Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC / Jogada10

Além da reverência à história e aos craques do futebol brasileiro, o Egito já teve influência direta de nomes bastante conhecidos por aqui. Em 2018, o Pyramids FC foi refundado e contou com investimento de um sheik árabe para levar seis jogadores de uma vez, além do técnico Alberto Valentim e sua comissão.

Rivais da Argentina nesta terça-feira, às 13h, por vaga nas quartas de final, os africanos nunca esconderam o amor pelo Brasil. É fácil encontrar o rosto de Neymar e até de outros craques do passado em Cairo. E é justamente a capital de 20 milhões de habiantes que abriga o Pyramids.

Há oito anos, os meio-campistas Rodriguinho e Carlos Eduardo e os atacantes Ribamar, Keno e Arthur Caike desembarcaram por lá para fazer parte de um projeto ambicioso. No entanto, retornaram no fim da temporada, à medida em que os salários começaram a atrasar e as interferências surgiram.

"Caso Keno"

Então destaque do Palmeiras, o atacante Keno se tornou a transferência mais cara da história do país. Foram 10 milhões de dólares (o equivalente R$ 47 milhões) para convencê-lo a encarar a aventura. A imprensa local, frequentemente, trata o negócio de maneira crítica como o "caso Keno", que serviu para desequilibrar as contas do clube. Além dele, o meio-campo Rodriguinho (ex-Corinthians) também surgiu como esperança.

Keno (Fluminense) jogou pelo Pyrramids em 2018 –
Keno (Fluminense) jogou pelo Pyrramids em 2018 –
Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC / Jogada10

O Pyramids, por sua vez, não ganhou nada com os brasileiros e se desfez parte do elenco. Para o lugar de Valentim, o argentino Ramón Díaz foi contratado (antes de trabalhar em Vasco e Corinthians). Mas também não gozou de muito prestígio e saiu com menos de ano.

A situação mais constrangedora, aliás, ocorreu com Arthur Kaike. Antes mesmo de estrear, por um impasse burocrático, ele foi vendido ao Al Shabab, da Arábia Saudita. E Valentim entrou em rota de colisão com a diretoria por ter se recusado a escalar Ribamar em determinada partida. Não demorou para o clube eventualmente mudar de investidor - o emiradense Salem Saeed Al Shamsi chegou e arrumou a casa.

Confronto com o Flamengo

De volta ao noticiário brasileiro por um confronto com o Flamengo, o Pyramids celebrou a classificação para o Mundial de Clubes de 2025. Afinal, desde a reorganização do clube, já foi campeão egípcio e da Copa das Confederações do continente. Aquela partida terminou 2 a 0 para o Rubro-Negro, com gols de Léo Pereira e Danilo.

Mesmo assim, é o rival Al-Ahly que tem mais jogadores na seleção, nesta Copa do Mundo. Um total de nove, contra apenas três do Pyramids. Um deles é Mostafa Ziko, meia que marcou um gol em amistoso contra o Brasil e foi batizado em homenagem ao ídolo do Flamengo.

Hoje, o único brasileiro no clube é Ewerton, atacante que fez carreira no futebol tcheco e é reserva da equipe treinada pelo croata Krunoslav Jurcic.

Quem vencer entre Argentina e Egito terá pela frente Colômbia ou Suíça nas quartas de final. Para os sul-americanos, é a chance de manter o sonho do tetra vivo. Já para os africanos, a classificação seria inédia. Por sinal, a vitória sobre Austrália, no mata-mata, já foi a primeira do país em um mata-mata.

Jogada10
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