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Futebol

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Técnico do Irã aponta obstáculos à seleção e critica restrições: 'Isso mina o espírito do futebol'

Treinador reclama da logística, do tempo reduzido para treinamentos e das limitações impostas à comitiva do país

21 jun 2026 - 02h08
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Às vésperas do confronto contra a Bélgica, neste domingo, às 16h, em Los Angeles, pela Copa do Mundo, o técnico do Irã, Amir Ghalenoei, fez duras críticas às dificuldades enfrentadas pela delegação iraniana durante o torneio. O treinador reclamou da logística, do tempo reduzido para treinamentos e das limitações impostas à comitiva do país, afirmando que a situação prejudicou a preparação da equipe.

Segundo Ghalenoei, o Irã não apresentou uma reclamação formal à Fifa, mas levou suas preocupações à organização. O principal ponto de insatisfação foi o curto período de recuperação e adaptação entre compromissos. De acordo com o comandante, a equipe esperava ter 24 horas disponíveis para preparação, mas recebeu apenas 16, o que obrigou a interrupção de uma sessão de treinamento.

"Não apresentamos uma reclamação formal, apenas expusemos nossas queixas. Precisávamos de um intervalo de 24 horas, mas nos deram 16. Foi por isso que tivemos de interromper nosso treinamento pela metade. Essas restrições dificultaram muito a nossa situação", afirmou o treinador.

Apesar das críticas, Ghalenoei reconheceu o apoio recebido após a chegada da delegação aos Estados Unidos. Ele agradeceu às autoridades envolvidas pela rapidez no deslocamento até o hotel, mas ressaltou que os problemas continuaram ao longo da competição. Para ele, as condições oferecidas ao Irã ficaram cada vez mais complicadas e não refletem os valores que o futebol deveria representar.

O técnico lamentou que integrantes da diretoria e profissionais da imprensa iraniana não tenham recebido autorização para acompanhar a seleção durante a competição, algo que considera incompatível com o espírito de uma Copa do Mundo.

"Nós temos muitos desafios, especialmente fora de campo. Todos os nossos executivos e a mídia não estavam permitidos nos acompanhar. Isso mina o espírito do futebol. Você convida um time, mas não aceita o seu estafe?", questionou.

Mesmo diante das dificuldades, Ghalenoei reforçou que a seleção segue motivada para representar o povo iraniano. "Sou grato pela nação iraniana e nós jogamos por eles. Eu sei que esse tipo de comportamento tem ferido nossas pessoas", declarou o treinador, que agora tenta conduzir o Irã a um resultado positivo diante da Bélgica em um dos jogos mais aguardados da rodada.

Estadão
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