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TCE de Minas Gerais suspende patrocínio de R$ 32 milhões a Cruzeiro, Atlético e América

Decisão ocorre após o governador eleito, Cleitinho Azevedo, questionar medida do Governo Estadual em meio ao veto aos contratos com casas de apostas

4 nov 2026 - 16h01
(atualizado às 16h02)
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Resumo
O TCE de Minas Gerais suspendeu o repasse de R$ 32 milhões das estatais Cemig e Codemig para patrocinar Cruzeiro, Atlético-MG e América-MG. A decisão atende ao governador eleito Cleitinho Azevedo, que contestou o uso de verbas públicas durante a crise fiscal do Estado. O tribunal apontou desvio de finalidade na iniciativa, originalmente criada pela atual gestão para socorrer financeiramente os clubes após a proibição da publicidade de apostas esportivas no país.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu o aporte de R$ 32 milhões para América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro. A decisão atende a um pedido do governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), que questionou a medida anunciada em setembro, pelo governo Mateus Simões (PSD), dias após a Governo Federal proibir a operação e publicidade das bets, principal fonte de arrecadação dos clubes.

Os aportes seriam realizados por meio da Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), estatais mineiras. Parte dos recursos que as empresas destinam à publicidade e ao patrocínio de suas marcas seriam aplicados em contratos com os clubes. Atlético e Cruzeiro receberiam R$ 15 milhões cada, e o América, R$ 2 milhões.

"Nesse contexto, os elementos presentes nos autos apontam, em análise preliminar, para a existência de substancial divergência entre a finalidade legal do contrato de patrocínio, voltada ao fortalecimento da marca e à promoção dos interesses empresariais da estatal, e a finalidade publicamente atribuída à iniciativa, consistente na recomposição das receitas dos clubes de futebol afetados pelas recentes alterações legislativas atinentes às apostas esportivas", diz trecho da decisão do relator Licurgo Mourão.

Cleitinho comemorou a decisão em vídeo publicado nas redes sociais. "A gente está passando agora pela transição, a gente está vendo o próprio governo dizendo que a partir de janeiro pode não ter dinheiro para pagar um servidores, que está faltando merenda nas escolas. Quer dizer, eles mesmo estão dizendo que o Estado está quebrado."

"Eu não posso aceitar, como governador, pegar mais de R$ 30 milhões da Cemig e da Codemig e colocar agora em time de futebol. Todo mundo sabe do amor que eu tenho pelo futebol, só que a gente tem outras prioridades e eu tenho certeza que o torcedor vai me apoiar e todo o povo mineiro", concluiu.

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Estadão
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