Athletico-PR ganha prazo para resolver dívida com o Vasco
Anresf arquiva processo sem aplicar nova sanção, mas exige regularização de pendência de R$ 855 mil até 30 de novembro
O Athletico-PR escapou de punições imediatas no fair play financeiro após a Anresf arquivar o processo referente à dívida de R$ 855,5 mil com o Vasco pela transferência de Léo Pelé. O clube tem até 30 de novembro de 2026 para comprovar a quitação, sob risco de sanções. A diretoria rubro-negra busca resolver a pendência compensando o débito com créditos judiciais e na CNRD que tem a receber do time carioca, mas a agência reguladora ainda monitora o caso até a formalização da operação.
O Athletico-PR escapou de uma nova punição no fair play financeiro, mas ainda precisa resolver uma pendência com o Vasco. A Anresf arquivou o processo e estabeleceu 30 de novembro de 2026 como prazo para regularização.
A Agência RTI Esporte apurou que a dívida é referente à última parcela da transferência de Léo Pelé, de R$ 855.559,72, vencida em 31 de dezembro de 2025. O Athletico-PR alega que pode compensar o valor com créditos a receber do Vasco, mas a operação ainda não foi concluída.
O arquivamento, portanto, não significa que a obrigação tenha sido considerada quitada. O rubro-negro paranaense continua responsável por comprovar a regularização dentro do calendário previsto pela agência.
Athletico-PR aposta em compensação financeira
Em manifestação pública, o Athletico-PR informou que pretende utilizar créditos contra o Vasco para encerrar a pendência. Segundo o clube, há R$ 1,47 milhão em créditos cobrados judicialmente e outros R$ 10 milhões perante a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).
O clube afirma que a compensação foi requerida judicialmente, com base no contrato firmado entre as partes e na legislação aplicável. Na avaliação da diretoria rubro-negra, os valores a receber superam o montante da parcela em atraso.
A Anresf, contudo, ainda não considera a dívida resolvida. Até que a compensação seja efetivada ou outra forma de regularização seja comprovada, a obrigação permanece pendente no acompanhamento do sistema de sustentabilidade financeira.
Prazo marca fim da transição
O débito foi contraído em 2025 e, por isso, está sujeito ao período de transição previsto no regulamento. As regras permitem que obrigações anteriores a 2026 sejam regularizadas até 30 de novembro, data a partir da qual atrasos poderão gerar consequências disciplinares mais amplas.
A situação é diferente da enfrentada por clubes com dívidas assumidas em 2026. Nesses casos, a Anresf já estabeleceu prazos para pagamento ou formalização de acordos, sob risco de proibição de registrar novos jogadores.
Fair play financeiro aumenta pressão sobre os clubes
O caso do Athletico faz parte de uma fiscalização mais ampla das finanças dos clubes das Séries A e B. A agência tem analisado atrasos com outras equipes, atletas, funcionários e autoridades públicas, dentro das exigências de solvência do novo sistema.
Atlético-MG, Grêmio, Internacional e São Paulo estão entre os clubes que receberam determinações relacionadas a dívidas mais recentes, com possibilidade de transfer ban caso não cumpram os prazos estabelecidos.
Para o Athletico-PR, o arquivamento representa um alívio imediato, mas não elimina a necessidade de comprovar a solução financeira. A diretoria terá até o fim de novembro para concluir a compensação ou apresentar a regularização exigida.
Se a pendência continuar aberta após o período de transição, o clube poderá ficar sujeito às medidas previstas no regulamento. Até lá, o desfecho dependerá da efetivação da compensação e da análise dos documentos pela Anresf.
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