0

Liga Sul-Minas-Rio

Primeira Liga avança para se tornar um movimento nacional

Gazeta Press
14 set 2016
12h22
atualizado às 13h42
  • separator
  • comentários

Convencer Vasco e Botafogo e os grandes paulistas. Isso é o que falta para a Primeira Liga se consolidar como movimento nacional de unificação dos clubes brasileiros. A tarefa não é fácil, e depende de muitas negociações. Mas tem avançado nas últimas semanas. Na tarde dessa terça-feira (13), seis clubes passaram a participar formalmente da Liga, que agora conta com 21 participantes.

Londrina, Brasil de Pelotas, Luverdense-MT, Tupi, Ceará e Atlético-GO se juntaram ao grupo numa clara manifestação de que a antiga Liga Sul-Minas-Rio ficou mesmo para trás e agora se estende por outras regiões do País. A entrada de dois clubes do Centro-Oeste (Luverdense e Atlético) e um do Nordeste (Ceará) não deixa mais dúvidas de que o objetivo é a criação da liga nacional.

No caso do Rio, o Botafogo tem se mostrado bem mais simpático à ideia de aderir ao grupo, o que pode ser concretizado numa próxima etapa. O Vasco resiste e corre o risco de se isolar das demais forças do futebol brasileiro. Em São Paulo, os clubes já admitem conversar sobre a hipótese de integrar a liga, embora ainda haja uma oposição declarada de Corinthians e Santos.

O problema no maior Estado do País esbarra no contrato da Globo com o Paulistão, em vigência até 2021 e pelo qual os grandes recebem R$ 18 milhões por ano.

O Fluminense foi o campeão do torneio organizado em 2016 pela Primeira Liga. Para a segunda edição da competição, entre janeiro e março de 2017, devem participar 15 clubes, com a inclusão de Chapecoense, Paraná e Joinville, ou 16, com eventual convite a um clube gaúcho. Os seis novos integrantes teriam vaga assegurada para 2018.

A Primeira Liga expõe uma briga entre a CBF e os clubes. A entidade máxima do futebol nacional se mostra contrária à organização das agremiações e conta principalmente com o apoio da federação carioca. A confederação teme um esvaziamento político e seu enfraquecimento na relação com os clubes. Por outro lado, a federação catarinense foi quem deu suporte técnico para a realização do torneio de 2016.

 

Fonte: Especial para Terra

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade