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Sete suspeitos são presos por morte de torcedor antes do clássico Ba-Vi

José Alexandre Souza Borges, torcedor do Tricolor, foi morto antes do jogo Vitória x Bahia, no Barradão, pelo Campeonato Brasileiro

25 ago 2026 - 20h45
(atualizado às 20h50)
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Resumo
A Justiça da Bahia decretou a prisão preventiva de sete suspeitos pela morte de um torcedor do Bahia antes do clássico Ba-Vi, em Salvador. O confronto envolveu integrantes da organizada Os Imbatíveis, do Vitória. Segundo as investigações e o Ministério Público, a ação foi uma emboscada planejada com armas brancas e barras de ferro. A manutenção das prisões foi justificada pela gravidade do episódio e pela necessidade de garantir a ordem pública durante a apuração do caso.
Confusão deixa um morto e feridos antes de clássico no Brasileirão –
Confusão deixa um morto e feridos antes de clássico no Brasileirão –
Foto: Reprodução / Redes sociais / Jogada10

Sete suspeitos pela morte de José Alexandre Souza Borges, torcedor do Bahia, foram presos preventivamente em Salvador nesta terça-feira (25) por decisão da Justiça. O caso aconteceu durante uma briga envolvendo torcidas organizadas antes do clássico contra o Vitória pelo Campeonato Brasileiro, no Barradão, na tarde do último domingo (23). 

A decisão da 1ª Vara das Garantias da Capital ocorreu durante as audiências de custódia, e o Ministério Público da Bahia (MPBA) defendeu a manutenção das prisões, com a conversão de seis dos flagrantes em preventivas. Para o órgão, a medida serve para garantir a ordem pública e preservar as investigações.

Na decisão judiciária, a gravidade do episódio e o risco de novos problemas para a ordem pública justificam a prisão cautelar. A avaliação aponta que José Alexandre sofreu múltiplas perfurações por arma branca, enquanto outras vítimas buscaram refúgios em matas e barrancos para se proteger. 

Confusão deixa um morto e feridos antes de clássico no Brasileirão –
Confusão deixa um morto e feridos antes de clássico no Brasileirão –
Foto: Reprodução / Redes sociais / Jogada10

Localização dos suspeitos

A investigação também reuniu elementos específicos sobre alguns dos suspeitos. De acordo com o MPBA, uma das vítimas reconheceu um deles como participante direto das agressões que mataram José Alexandre. Esse investigado, ainda segundo o órgão, usava roupas com vestígios de sangue e portava um soco inglês no momento da detenção. 

Já outros três suspeitos estavam a cerca de 15 e 30 minutos da Avenida 29 de Março, na região de Cajazeiras VIII, local onde ocorreu o crime. Ou seja, aproximadamente 300 metros da localização. Eles estavam junto de integrantes da torcida organizada e também apresentavam manchas aparentes de sangue nas roupas, além de marcas pelo corpo.

Seis dos sete casos estão relacionados a esse ataque ocorrido na Avenida 29 de Março, em Cajazeiras VIII. Inclusive, segundo a investigação policial, dezenas de integrantes da Torcida Uniformizada Imbatíveis (TUI), que apoia o Vitória, teriam participado da ação no local. 

Um dos últimos registros de José Alexandre nas redes sociais anunciava o nascimento do filho, em junho. A vítima deixa, portanto, um bebê de dois meses.

Crime planejado antes do Ba-Vi?

A decisão judicial também registrou indícios de planejamento prévio da agressão, envolvendo um grupo numeroso de pessoas. Para Justiça, a quantidade de participantes e o uso de diferentes instrumentos ofensivos reforçaram a necessidade da prisão dos investigados.

Além disso, a Justiça analisa o uso de veículos, por parte da organizada do Vitória para interceptar torcedores do Bahia. A emboscada também envolveu colisão de motocicletas, deixando vítimas cercadas por pessoas que portavam armas brancas e outros objetos.

O sétimo suspeito responde a um procedimento separado dos demais. Abordado por policiais na Avenida Afrânio Peixoto, no Lobato, o homem estava em um veículo com integrantes da torcida organizada Os Imbatíveis. Segundo o MPBA, o investigado declarou no interrogatório que transportava barras de ferro para um eventual confronto com torcedores rivais. O Judiciário, então, considerou que a conduta indicava periculosidade e validava a prisão.

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Jogada10
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