Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Futebol

Publicidade

São Paulo e Corinthians atrasam salários e buscam alternativas para aliviar crise financeira

Tricolor aposta em novo acordo para reforçar o caixa, enquanto Alvinegro mira negociação de jogadores para obter recursos

10 set 2026 - 18h12
(atualizado às 18h41)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Em meio a graves crises financeiras e dívidas elevadas, São Paulo e Corinthians voltaram a atrasar salários e direitos de imagem. Para obter fôlego no caixa, o clube tricolor aposta na antecipação de R$ 140 milhões com um novo contrato de ingressos, que ainda enfrenta disputas políticas internas. Já o alvinegro tenta aliviar as contas negociando atletas, mas frustrou metas de transferências. Nem mesmo os recordes de faturamento recentes têm sido suficientes para conter o endividamento de ambos.

São Paulo e Corinthians atravessam uma crise financeira que tem afetado o funcionamento dos clubes. Nos últimos dias, os dois times atrasaram salários e pagamentos de direitos de imagem. O clube tricolor não quitou os vencimentos em carteira referentes a setembro, que deveriam ter sido depositados no último dia 8, segundo relatou o ge. Já o time alvinegro voltou a deixar de cumprir os salários do elenco e da comissão técnica. Os valores referentes a agosto deveriam ter sido depositados no quinto dia útil deste mês.

Ambos os clubes têm procurado alternativas para aliviar o momento de turbulência nas contas. Do lado do São Paulo, a aposta é no novo contrato com a Ticketmaster para a gestão de ingressos do MorumBis. Defendido por Harry Massis Jr., o acordo prevê uma antecipação de R$ 140 milhões da empresa ao clube, recurso que a diretoria considera importante para reforçar o caixa e quitar os valores em atraso com os jogadores.

Harry Massis Jr. defendeu o acordo com a Ticketmaster e ressaltou a importância da decisão para as contas do São Paulo
Harry Massis Jr. defendeu o acordo com a Ticketmaster e ressaltou a importância da decisão para as contas do São Paulo
Foto: Fábio Vieira/Estadão / Estadão

A aprovação do contrato, porém, encontrou entraves dentro do São Paulo e passou a ser alvo de uma disputa política no clube. O acordo, que já passou pelo Conselho de Administração, ainda precisa ser votado pelo Conselho Deliberativo, enquanto uma comissão foi criada para analisar questionamentos apresentados pela NewC, empresa que também participou do processo de escolha da nova gestora de ingressos.

O Estadão teve acesso a um áudio em que Harry Massis Jr. defende a aprovação do contrato e afirma que os recursos previstos no acordo são necessários para que o clube consiga cumprir seus compromissos financeiros.

O Corinthians, por sua vez, busca reforçar o caixa com a negociação de jogadores, mas não conseguiu concretizar as vendas esperadas ao longo do ano. A diretoria tinha como meta arrecadar com transferências, mas nenhuma operação foi concluída até o momento. Uma das principais alternativas é André, que esteve em negociação com o Nottingham Forest nas últimas semanas, mas teve a transferência travada após o clube inglês não responder à contraproposta do Alvinegro.

Receitas altas não impedem aumento das dívidas dos clubes

A arrecadação de Corinthians e São Paulo não tem sido suficiente para solucionar os problemas financeiros dos clubes. O time do Morumbi bateu o recorde de faturamento em 2025, com R$ 1,085 bilhão, enquanto o clube do Parque São Jorge chegou a R$ 810,1 milhões no mesmo período. Ainda assim, os valores não foram suficientes para produzir uma redução significativa dos passivos diante do tamanho das dívidas.

No São Paulo, o endividamento caiu de R$ 968,2 milhões em 2024 para R$ 858,2 milhões no fim de 2025. A redução de R$ 110 milhões representa uma queda de 11,4% em um ano. Apesar do avanço, o clube ainda encerrou a temporada com um passivo próximo de R$ 860 milhões.

O Corinthians, por outro lado, seguiu em direção diferente. A dívida bruta passou de R$ 2,568 bilhões em 2024 para R$ 2,723 bilhões no fim de 2025, um aumento de R$ 155 milhões, equivalente a aproximadamente 6%. O crescimento ocorreu mesmo com o clube registrando faturamento recorde no período e conquistando a Copa do Brasil.

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra