Reinaldo Carneiro Bastos consegue autorização para eleição e é reeleito presidente da FPF
Dirigente começa último mandato em 2027 e vai completar 14 anos no comando do futebol paulista; pleito havia sido suspenso pela Justiça
Reinaldo Carneiro Bastos vai continuar no comando do futebol paulista por mais quatro anos. Candidato único na eleição, o dirigente foi reeleito presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) por aclamação na tarde desta quarta-feira, 25.
A eleição havia sido suspensa pelo Tribunal de Justiça de São Paulo na véspera e a desembargadora Débora Vanessa Cáus Brandão havia negado recurso de Carneiro Bastos. Mas a eleição pôde ser realizada por decisão do Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA), órgão responsável por decidir questões relacionadas ao estatuto da federação.
O novo mandato começa em 2027 e termina em 2030, quando o cartola vai completar 14 anos no posto mais importante da principal federação estadual do País. Seus vices são os mesmos: Mauro Silva e Fernando Sollero.
Cerca de 80 presidentes e representantes de clubes e ligas do Estado foram à sede da FPF para participar da assembleia que confirmou a reeleição do dirigente. Ele recebeu apoio massivo dos integrantes dos times que disputam as quatro divisões.
Será o terceiro e último mandato de Carneiro Bastos à frente da FPF. Em entrevista recente ao Estadão, ele disse que planeja "criar novos líderes" para o futebol paulista, e que, terminado seus últimos quatro anos no cargo, não se envolveria mais com futebol.
"O que mais me toca é melhorar as pessoas. Gostaria muito que a gente tivesse uma quantidade muito maior de meninos e meninas praticando futebol sob olhares de gente treinada e capacitada", afirmou o cartola de 72 anos.
Reinaldo Carneiro Bastos é presidente da federação de futebol mais importante do País desde que Marco Polo Del Nero, seu antecessor, trocou o cargo pela CBF, em 2015. Em todo esse tempo, o cartola não teve opositor com força política para ameaçar o domínio dele entre clubes paulistas.
O cartola é investigado pela Polícia Civil desde janeiro, quando foi aberto inquérito policial para apurar crimes de gestão fraudulenta e falsidade ideológica.
Ele teria como adversário o advogado Wilson Marqueti Júnior, que tentou emplacar candidatura, porém, como não obteve o apoio necessário, não registrou sua chapa. Marqueti fez parte da gestão do atual presidente até agosto deste ano, quando deixou o cargo e passou a trabalhar nos bastidores para concorrer à presidência da entidade.