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Futebol

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Recorde que sobrevive há 88 anos volta a correr risco na Copa do Mundo de 2026

Único técnico bicampeão mundial da história, Vittorio Pozzo vê seu recorde de 88 anos ameaçado na Copa do Mundo de 2026.

16 jun 2026 - 15h46
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Logo da Copa do Mundo FIFA 2026
Logo da Copa do Mundo FIFA 2026
Foto: Divulgação/FIFA / Esporte News Mundo

A Copa do Mundo de 2026 pode marcar o fim de um dos recordes mais duradouros da história do futebol. Há 88 anos, o italiano Vittorio Pozzo segue como o único treinador a conquistar duas edições do torneio, façanha alcançada com a Itália em 1934 e 1938.

Mesmo ausente desta edição do Mundial, a seleção italiana ainda vê seu legado ameaçado. Os técnicos Didier Deschamps e Lionel Scaloni iniciam a competição com a possibilidade de igualar a marca histórica caso conduzam França e Argentina ao título.

Didier Deschamps
Didier Deschamps
Foto: Mateusz Slodkowski/Getty Images / Esporte News Mundo

Deschamps chega à sua quarta Copa do Mundo consecutiva como treinador da França. Campeão em 2018 e vice-campeão em 2022, o comandante francês já anunciou que deixará o cargo após o Mundial de 2026. A competição representa sua última oportunidade de alcançar o bicampeonato como técnico.

Já Scaloni tenta ampliar a era vencedora da Argentina após a conquista de 2022. Aos 48 anos, o treinador argentino pode não apenas igualar o número de títulos de Pozzo, mas também superar o italiano em precocidade. Quando conquistou seu segundo Mundial, Pozzo tinha 52 anos.

Lionel Scaloni
Lionel Scaloni
Foto: Marcelo Endelli/Getty Images / Esporte News Mundo

A dificuldade do desafio é evidenciada pelo retrospecto histórico. Desde 1938, diversos treinadores retornaram às Copas após conquistarem o título, mas nenhum conseguiu repetir o feito. Alguns chegaram perto, como Deschamps em 2022 e Carlos Bilardo em 1990, ambos vice-campeões. Outros ficaram pelo caminho ainda nas fases iniciais.

O Brasil também acumula exemplos de tentativas frustradas. Mário Zagallo terminou em quarto lugar em 1974 e foi vice-campeão em 1998. Vicente Feola viu a Seleção ser eliminada ainda na fase de grupos em 1966. Carlos Alberto Parreira e Luiz Felipe Scolari também não conseguiram repetir o sucesso em suas passagens posteriores por Mundiais.

A chamada "maldição dos campeões" também atingiu nomes recentes. Marcello Lippi, Vicente del Bosque e Joachim Löw foram eliminados ainda na fase de grupos em suas tentativas de defender o título conquistado em edições anteriores.

Com França e Argentina entre as favoritas ao troféu em 2026, o recorde de Vittorio Pozzo volta a ser colocado à prova. Pela primeira vez em muitos anos, dois treinadores chegam ao torneio com chances concretas de alcançar uma marca que atravessa gerações do futebol mundial.

Esporte News Mundo
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