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Raio-X do Peru, adversário do Brasil na decisão da Copa América

7 jul 2019
09h06
atualizado em 9/7/2019 às 09h01
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O Peru se prepara para a sua primeira final de Copa América após 44 anos. Prestes a enfrentar o Brasil, neste domingo às 16h (horário de Brasília) no Maracanã, a equipe comandada pelo treinador Ricardo Gareca tenta surpreender os anfitriões para chegar ao tricampeonato da competição.

Membro do grupo A junto a Brasil, Peru e Bolívia na fase de grupos, Los Incas estrearam na Copa América com um empate sem gols frente aos venezuelanos em Porto Alegre. No segundo compromisso, os peruanos contaram com grande atuação de Guerrero, autor de um gol e uma assistência, e venceram a Bolívia, de virada, por 3 a 1 no Maracanã, no Rio de Janeiro. Já no terceiro jogo do grupo, uma goleada para o Brasil por 5 a 0 na Arena Corinthians em São Paulo.

Se classificando na 3ª colocação do grupo, os peruanos enfrentaram o Uruguai nas quartas de final, avançando na competição após um 0 a 0 quase sem nenhuma criação, onde não conseguiu finalizar nos 90 minutos, mas acabou superando os adversários nos pênaltis. Nas quartas, a melhor atuação da equipe no torneio, em vitória por 3 a 0 contra o Chile.

A goleada sofrida pelo Brasil foi um ponto de mudança para a equipe no torneio .O Peru contou com mudança na equipe e cresceu de desempenho. Cortado devido a lesão, Farfán saiu do time e deu lugar a Flores. Com a escalação do meia-atacante, a equipe de Gareca também mudou sua forma de jogar e se postar em campo.

Antes atuando em um 4-4-2, com Farfán e Guerrero na frente e Cueva atuando no lado do meio-campo, a equipe mudou para um 4-3-3 após o revés para a Seleção Brasileira. Flores entrou no lado esquerdo do ataque, enquanto Carillo foi adiantado para jogar na ponta esquerda.

Com isso, Cueva acabou sendo centralizado e passou a assumir um papel de maior organização e armação da equipe, com menos obrigações defensivas, assumidas por Carillo e Flores nas pontas, e Yotún e Tapia, os volantes, na faixa central. Assim, Guerrero também acabou assumindo papel de referência única no ataque do Peru, fazendo o pivô e abrindo o jogo para os pontas, além de aparecer para finalizar jogadas.

O craque

A principal referência técnica e, ao mesmo tempo, a esperança de gols da seleção peruana é o atacante Paolo Guerrero. Conhecido do futebol brasileiro pelas passagens por Corinthians, Flamengo e Internacional, o capitão de Los Incas já vestiu a camisa de seu país em 98 oportunidades e anotou 38 gols. A maioria deles, no entanto, foi marcada em amistosos (13).

A Copa América em solo brasileiro, inclusive, é a quinta de Guerrero, que também arcou presença nas edições de 2007, 2011, 2015 e 2016. Foi no ano de 2011, no entanto, que ele teve seu melhor desempenho. Na Argentina, o atacante foi o artilheiro da competição e marcou cinco gols. O Peru, no entanto, caiu para a Venezuela na fase quartas de final.

Na atual edição, Paolo Guerrero balançou as redes duas vezes. O primeiro tento saiu na vitória sobre a Bolívia, pela segunda rodada, no Maracanã, no Rio de Janeiro. Além do gol, o atacante contribuiu com uma grande atuação, dando assistência e participando efetivamente das principais jogadas ofensivas da equipe comandada por Ricardo Gareca.

Já o segundo gol saiu na semifinal contra o Chile, em triunfo por 3 a 0 na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. O camisa 9 anotou o terceiro tento dos peruanos, assumindo a co-autoria da artilharia da competição e assumindo a artilharia do torneio entre os jogadores em atividade, com 13 gols.

O técnico

Natural de Tapiales, na Argentina, Ricardo Gareca assumiu o comando da seleção peruana seis meses depois de deixar o Palmeiras, seu primeiro e único trabalho em solo brasileiro. A fim de estruturar o time para a tentativa de classificação para a Copa do Mundo da Rússia, o treinador não só conseguiu recolocar o país no Mundial depois de 36 anos, como estabeleceu um trabalho consolidado.

Jogador profissional entre 1978 e 1994, Gareca encerrou sua carreira no Independiente, da Argentina, para dar início à trajetória à beira do campo. Seu primeiro clube foi o Talleres, onde conquistou a segunda divisão do campeonato argentino de 1997-98. Depois passou por diversos clubes de seu país natal, antes de dirigir o America de Cali, da Colômbia, e o Universitário, do Peru.

Sob o comando do Peru, Gareca conseguiu um terceiro lugar na Copa América de 2015. E para o retorno ao Mundial e à Copa América, a aposta do treinador é na manutenção da base. Dos 11 titulares que enfrentaram a Bolívia, apenas a dupla de zaga formada por Abram e Zambrano não esteve em solo russo. Dos demais, todos participaram, entre eles nomes como Cueva, Farfán e Guerrero.

Desde que assumiu a seleção peruana, Gareca dirigiu o time em 61 jogos, com 27 vitórias. No entanto, construiu um trabalho reconhecido e exaltado, aproveitando os talentos do país distribuídos ao redor do mundo e formando um time consolidado. Entre eles está Cueva, com passagem pelo São Paulo e atualmente no Santos, onde ainda não atingiu as expectativas.

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