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Raio-X da Venezuela, segundo adversário do Brasil na Copa América

18 jun 2019
07h07
atualizado às 14h02
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Lanterna das últimas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2018, a Venezuela cresceu no período pós-Mundial da Rússia e chegou nesta Copa América com mais condições de disputa.

Sob comando de Rafael Dudamel, vice-campeão mundial sub-20 com a seleção, o time se tornou mais competitiva e pode oferecer maior resistência ao Brasil, no confronto desta terça-feira, às 21h30 (horário de Brasília), na Fonte Nova, em relação a estreia da equipe canarinha contra a Bolívia.

Nos amistosos disputados após a Copa, o time sul-americano obteve 55,6% de aproveitamento, com quatro vitórias, três empates e duas derrotas. O time venezuelano anotou 15 gols e levou nove. Entre os principais destaques, vitórias contra a Argentina por 3 a 1 em março e por 3 a 0 sobre o Estados Unidos antes da competição continental.

No grupo A junto a Brasil, Peru e Bolívia, a equipe de Dudamel estreou com empate sem gols frente aos peruanos em Porto Alegre. Após ficar com um homem a menos no segundo tempo, a equipe se fechou e garantiu a igualdade e o ponto na competição, com destaque para o goleiro Fariñez.

O craque

Principal referência técnica da Viñotinto, o atacante Salomón Rondón é a esperança de gol dos venezuelanos contra o Brasil. Atleta do West Bromwich, da Inglaterra, o camisa 23 já entrou em campo 75 vezes com a camisa da seleção, com 24 gols marcados e três assistências.

Esta é a quarta edição da Copa América de Rondón, que também jogou em 2011, 2015 e na Centenário de 2016. No total, são 13 jogos nos três torneios, com quatro gols anotados e uma assistência. No período pós-Copa, o camisa 23 jogou sete jogos com a Viñotinto e marcou cinco gols.

No último sábado, o atacante marcou presença na empate por 0 a 0 contra o Peru. Ao término do jogo, Rondón valorizou o resultado e ressaltou que a Venezuela pode chegar mais longe. "Estamos bem, vamos enfrentar o Brasil e a Bolívia e no meu ponto de vista o grupo está bastante coeso. Vamos pensar no próximo jogo", declarou.

O técnico

Depois da saída de Noel Sanvicente em março de 2016, após fraca campanha nas eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia, o venezuelano Rafael Dudamel assumiu o comando da equipe. Mesmo com pouca experiência, o técnico foi uma aposta caseira por conta das dificuldades financeiras da Federação de Futebol da Venezuela.

Ex-goleiro, Dudamel iniciou sua carreira como treinador em 2010. Seu primeiro clube foi o Estudiantes de Mérida, depois passou pelo Deportivo Lara até finalmente assumir a seleção sub-17. Em 2016 acertou com a Venezuela e desde então dirige o sub-20 e a principal.

De forma surpreendente, o comandante conseguiu implantar uma nova filosofia de jogo e tem conquistado grandes resultados pela Vinotinto. Na Copa América em 2016, sua primeira vez em competições internacionais pela seleção, Dudamel passou pela fase de grupos em segundo após derrotar o Uruguai e Jamaica, e empatar com o México. A equipe foi parada nas quartas pela Argentina.

Ao todo são 31 jogos no comando da Venezuela, com 8 vitórias, 13 empates e 10 derrotas. Na estreia da atual edição da Copa América, o time empatou na estreia por 0 a 0 com o Peru.

Sob comando de Dudamel, a seleção venezuelana costuma atuar em um 4-5-1, que pode variar para um 4-1-4-1 ou um 4-3-3 ao longo do jogo. Contra os peruanos, por exemplo, a equipe sul-americana jogou apenas com Salomón Rondón isolado no ataque, enquanto os outros cinco meio-campistas revezam entre atacar e defender.

Resultados pós-Copa 2018:

09/06/2019 EUA 0x3 Venezuela

05/06/2019 México 3×1 Venezuela

01/06/2019 Venezuela 1×1 Equador

22/03/2019 Argentina 1×3 Venezuela

20/11/2018 Irã 1×1 Venezuela

16/11/2018 Japão 1×1 Venezuela

16/10/2018 Emirados Árabes Unidos 0x2 Venezuela

11/09/2018 Panamá 0x2 Venezuela

07/09/2018 Venezuela 1×2 Colômbia

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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