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Futebol

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Presidente da UEFA causa revolta com comentário sobre a Copa do Mundo e federações respondem com dura nota

Declaração atribuída a Aleksander Čeferin sobre o formato ampliado do Mundial gerou reação de países da África, Ásia e Caribe

15 jun 2026 - 18h11
(atualizado às 18h11)
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Foto: Esporte News Mundo

Uma declaração atribuída ao presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, provocou forte repercussão durante a Copa do Mundo. Segundo publicação do portal esloveno Zurnal 24, o dirigente teria criticado o novo formato do torneio, afirmando que a ampliação para 48 seleções resultou em diversas partidas "completamente desinteressantes".

A fala rapidamente gerou reação de federações nacionais que foram beneficiadas pela expansão do Mundial promovida pela FIFA. Entidades de Cabo Verde, Congo, Curaçao, Haiti, Jordânia e Uzbequistão divulgaram uma nota conjunta, apoiada por diversas associações africanas, incluindo Argélia, Egito, Gana, Costa do Marfim, Marrocos, Senegal, África do Sul e Tunísia.

No comunicado, as federações defenderam a importância da ampliação da Copa do Mundo e destacaram o papel global da competição.

"O futebol não pertence a um grupo seleto de nações. Sua força reside em sua universalidade", afirmaram as entidades na nota divulgada durante o torneio.

Para os países envolvidos, o novo modelo permitiu que seleções historicamente afastadas do principal palco do futebol mundial tivessem a oportunidade de disputar o torneio. Um dos casos mais emblemáticos é o de Curaçao, que, com cerca de 160 mil habitantes, garantiu presença inédita no Mundial e se tornou a menor nação da história a alcançar a competição.

Além dos caribenhos, Haiti e Jordânia também voltaram a ganhar destaque no cenário internacional graças ao aumento no número de vagas disponíveis para cada continente.

Aleksander Ceferin ao lado de Gianni Infantino, presidente da FIFA
Aleksander Ceferin ao lado de Gianni Infantino, presidente da FIFA
Foto: Stu Forster/Getty Images / Esporte News Mundo

As federações ressaltaram ainda que a participação em uma Copa do Mundo vai muito além do aspecto esportivo. Segundo o documento, a presença no torneio representa um impulso importante para o desenvolvimento do futebol local e para a inspiração de novas gerações.

"Para muitos países, participar de uma Copa do Mundo não é apenas uma conquista esportiva. É um momento que inspira uma geração, acelera o desenvolvimento do futebol e cria memórias para toda a vida", conclui a nota.

A polêmica reacende o debate sobre o formato ampliado da Copa do Mundo, adotado pela FIFA pela primeira vez nesta edição realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Enquanto dirigentes e federações discutem os impactos da mudança, seleções estreantes seguem escrevendo capítulos históricos dentro de campo.

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