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Presidente da CBF e deputada federal são alvos de operação por compra de votos em Roraima

Agentes da Polícia Federal estiveram na sede da CBF no início da manhã desta quarta-feira; dirigente se diz 'tranquilo e à disposição das autoridades' e a defesa da deputada ainda não se manifestou

30 jul 2025 - 10h27
(atualizado às 15h15)
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BRASÍLIA E SÃO PAULO - O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, é um dos alvos da Operação Caixa Preta, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira para investigar crimes eleitorais. São dez mandados de busca e apreensão cumpridos em Roraima e no Rio de Janeiro, um deles na sede da CBF.

A deputada Helena da Asatur (MDB) e Renildo Lima, marido dela, também são alvos da operação. O casal ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto. Em nota, a CBF disse que Xaud está "tranquilo e à disposição das autoridades".

"A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informa que recebeu agentes da Polícia Federal em sua sede entre 6h24 e 6h52 desta quarta-feira, num desdobramento de investigação determinada pela Justiça Eleitoral de Roraima. É importante ressaltar que a operação não tem qualquer relação com a CBF ou futebol brasileiro e que o presidente da entidade, Samir Xaud, não é o centro das apurações", diz a nota.

"A CBF esclarece que, até o momento, não recebeu nenhuma informação oficial sobre o objeto da investigação. Nenhum equipamento ou material foi levado pelos agentes. O Presidente Samir Xaud permanece tranquilo e à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários", conclui.

Samir Xaud é filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), mesmo partido de Helena da Asatur. Em 2022, concorreu a deputado federal pela sigla, com o apoio do ex-senador Romero Jucá. Teve 4.816 votos e não se elegeu. Terminou como primeiro suplente da coligação emedebista. Antes, em 2018, tentou uma vaga de deputado estadual pelo PV, também sem sucesso.

Durante a deflagração da Operação Caixa Preta, foram efetuados bloqueios judiciais que totalizam mais de R$ 10 milhões nas contas dos investigados.

A investigação teve início às vésperas das últimas eleições municipais, em setembro de 2024, após Renildo Lima ser preso em flagrante com outras cinco pessoas carregando R$ 500 mil em espécie. Parte do valor estava na cueca do empresário.

A suspeita é de que a quantia apreendida com o grupo seria usada para compra de votos. Lima responde por compra de votos e associação criminosa armada, mas foi liberado pela Justiça um dia depois de ser detido. Ele é proprietário da Asatur, empresa de ônibus municipal, e da Voare, de táxi aéreo.

Estadão
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