Por Mundial e "bicho gordo", brasileiro busca título inédito no Al-Ahli
- Henrique Munhos
Nesta segunda-feira, Al-Ahli e Al-Ittihad fazem o clássico da Arábia Saudita nas semifinais da Liga dos Campeões da Ásia. Mais do que o título do continente, o campeão também ganha uma vaga no Mundial de Clubes. O duelo árabe terá um brasileiro de cada lado. Recém-chegado no país, Diego Souza é uma das estrelas do Al-Ittihad, enquanto Victor Simões é o astro do Al-Ahli. Atacante de 31 anos, Simões disse que o título traria reconhecimento e uma grande premiação dos xeques que tomam conta da equipe.
"Estamos vivendo um sonho. Nunca chegamos tão longe na competição. Presidente, torcida e jogadores estão muito envolvidos com essa campanha. Estamos muito confiantes que podemos seguir. Sobre premiação, não nos falaram nada, mas sabemos que acontece. Eles (os xeques) não tem limite. Dão carros e relógio. Entregam em casa ou mandam a gente escolher. Dinheiro também chega. Se ganharmos, podemos ficar despreocupados", afirmou.
Campeão da Copa do Rei da Arábia Saudita em 2011, Victor Simões está há dois anos na equipe. Antes, defendeu Figueirense e Botafogo, no Brasil, além dos belgas Germinal e Club Brugge, e o sul-coreano Chunnan Dragons. Apesar de assumir que a vida no Oriente Médio não é muito fácil, ele afirmou que não pretende voltar.
"Tenho contrato até 2015 aqui e fui um dos brasileiros que mais deu certo. Normalmente, os brasileiros batem aqui e voltam. Eu tenho uma boa relação com torcida e diretoria, que depositaram confiança em mim e eu correspondi. Penso até em trabalhar para o Al-Ahli quando encerrar a carreira", declarou.
Entretanto, o atacante, que treina sozinho durante o dia com o preparador físico particular, já que o time só treina a noite, ressaltou também as dificuldades que passa por estar longe do Brasil. "Claro que aqui não tem a vida social que temos no Brasil. É casa, trabalho e shopping. Somente isso. Vamos no shopping para comprar o necessário e até o que não estamos precisando", brincou.
O jogador também comparou o clássico contra o Al-Ittihad as rivalidades brasileiras e disse que é um confronto equilibrado. "É como se fosse um Flamengo x Vasco ou Palmeiras x Corinthians. Só não tem a violência das torcidas. O Ittihad tem time experiente e já venceu a Liga dos Campeões. Eles estão mais acostumados a jogos deste tipo. Porém, estamos vivendo um momento muito bom. Já chegamos longe, mas temos uma grande oportunidade e agora é procurar aproveitar".
Sobre o Mundial de Clubes, Victor Simões procurou despistar, mas assumiu que o time será um azarão caso chegue ao torneio. "Para falar a verdade, ainda nem pensei no Mundial. Porém, ainda estamos muito distantes de poder fazer um jogo de igual para igual contra times como Corinthians e Chelsea", finalizou.
A partida de volta entre Al-Ahli e Al-Ittihad acontece no próximo dia 31. Quem vencer enfrenta o ganhador da outra semifinal, que será disputada por Ulsan Hyundai, da Coreia do Sul, e Bunyodkor, do Uzbequistão.