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PC de Oliveira fica com voz embargada ao comentar caso de racismo contra Vini Jr.; veja vídeo

Comentarista de arbitragem do Grupo Globo fica emocionado durante programa: 'É um assunto que esgota'

22 mai 2023 - 17h28
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Paulo César de Oliveira, ex-árbitro e comentarista do Grupo Globo, se emocionou nesta segunda-feira ao avaliar os reincidentes casos de racismo sofridos pelo atacante brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid, em jogos do Campeonato Espanhol.

"Achei que seria uma segunda-feira legal de fazer o Seleção para falar sobre os aspectos positivos da rodada do Campeonato Brasileiro. Estava com a nossa equipe tentando lembrar de lances importantes e polêmicos do fim de semana porque a arbitragem foi muito boa no Brasil. Mas a minha presença aqui é realmente para falar sobre um assunto que esgota, esgota bastante, mas que é super necessário a gente falar", afirmou PC durante o programa Seleção SporTV.

Em conversa com o apresentador André Rizek, PC ainda apontou que os casos de racismo no futebol têm causado indignação cada vez maior, mas "ainda há muito o que se fazer". Segundo o ex-árbitro alterações efetivas também dependem de mudanças de cultura e mentalidade.

Paulo César relembrou que em 2019 a Federação Internacional de Futebol (Fifa) definiu em seu Código Disciplinar o que um árbitro deve fazer durante um jogo em que haja casos de racismo, fato recordado pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, ao comentar o caso envolvendo Vinícius Júnior.

"Primeiro, você para o jogo e o anuncia. Em segundo lugar, os jogadores saem de campo e o alto-falante anuncia que, se os ataques continuarem, o jogo será suspenso. O jogo recomeça e, em terceiro lugar, se os ataques continuarem, a partida vai parar e os três pontos vão para o adversário. Estas são as regras que devem ser implementadas em todos os países e em todas as ligas. Claramente, é mais fácil falar do que fazer, mas precisamos fazer e precisamos dar apoio a isso com base na educação", disse Infantino.

Entenda o caso

O brasileiro Vinicius Júnior foi mais uma vez vítima de racismo na Espanha. Parte da torcida do Valencia, que enfrentou e venceu o Real Madrid no domingo por 1 a 0, gritou insultos racistas direcionados ao jogador brasileiro no segundo tempo da partida, que foi paralisada e depois retomada pelo árbitro por causa das ofensas.

Nos acréscimos da partida, o brasileiro, revoltado e desestabilizado pelos rivais, foi expulso depois de se desentender com o atacante Hugo Duro, em quem acertou o braço. Ele levou cartão amarelo, mas após revisão do lance pelo VAR, foi expulso pela arbitragem.

O episódio gerou revolta no Real Madrid, cujo técnico Carlo Ancelotti dedicou sua entrevista coletiva inteira para falar sobre o caso de racismo ao fim da partida. A polêmica aumentou em seguida quando o presidente da LaLiga, Javier Tebas, criticou Vinicius por ter reclamado da postura da entidade diante dos casos de racismo.

São muitos os episódios de preconceito racial contra Vini Jr. Recentemente, o brasileiro depôs na Justiça espanhola no âmbito do caso em que foi xingado de "macaco" por um torcedor do Mallorca em fevereiro deste ano. "Não foi a primeira vez nem a segunda nem a terceira. O racismo é o normal na LaLiga. A competição acha normal, a federação também e os adversários incentivam. Lamento muito. O campeonato que já foi de Ronaldinho, Ronaldo, Cristiano e Messi hoje é dos racistas", afirmou o atleta em seu perfil no Twitter.

O brasileiro ainda alertou para a imagem que a Espanha passa para o exterior ao permitir que tais ataques aconteçam na maior competição esportiva da nação. "Uma nação linda, que me acolheu e que amo, mas que aceitou exportar a imagem para o mundo de um país racista. Lamento pelos espanhóis que não concordam, mas hoje, no Brasil, a Espanha é conhecida como um país de racistas."

Estadão
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