"Patinho feio", Atlético-MG de Telê faz história; relembre título de 71
19 dez2011 - 07h17
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Claudio Rezende
Direto de Belo Horizonte
Há 40 anos o torcedor do Atlético-MG comemorava o que para muitos é o principal título da história do clube. O Campeonato Brasileiro de 1971, conquistado com vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, no Maracanã, no dia 19 de dezembro daquele ano, foi por muito tempo o grande trunfo na rivalidade mineira, uma vez que o arquirrival Cruzeiro só conseguiu a primeira conquista no torneio nacional em 2003 e a Taça Brasil de 1966 só foi reconhecida na unificação promovida pela CBF no final de 2010.
Neste intervalo de tempo, o atleticano se valia de ignorar as Copas do Brasil e Libertadores do adversário para valorizar exaustivamente o caneco da década de 70, até porque depois vieram títulos de menor importância como a Copa Centenário de Belo Horizonte, em 1997, campeonatos estaduais (17 vezes) e a extinta Copa Conmebol, hoje equivalente à Copa Sul-Americana. Nesta competição continental foram duas conquistas, em 1992 e 1997.
Em âmbito nacional, o torcedor teve de se contentar nestes 40 anos com uma conquista do Torneio Campeão dos Campeões do Brasil, em 1978, além de três vice-campeonatos brasileiros, em 1977 (invicto), 1980 e 1999.
São muitos os testemunhos de atleticanos sobre a conquista de 1971. O comerciante do ramo têxtil Alexandre Bedran, 58 anos, estava no Maracanã naquela conquista histórica e afirma que tudo correu no clima de amizade.
"Fomos ao campo acompanhados de botafoguenses que torceram pelo Atlético, porque se perdêssemos o São Paulo é que seria campeão. Então foi tudo no clima de paz e depois do jogo nós até tomamos cerveja com os botafoguenses. Foi um momento sensacional".
O Brasileiro de 71 foi decidido em um triangular, e bastava um empate aos alvinegros no Maracanã para ficar com o título. Nas primeiras rodadas, o São Paulo goleou o Botafogo (4 a 1), mas perdeu para os mineiros (1 a 0).
A grande dúvida que fica no ar é como o Atlético sustenta o torcedor mesmo sem ter ganhado títulos de expressão nestes últimos 40 anos. Alexandre Bedran, como atleticano fiel, afirma que o sentimento de torcer pelo clube é único.
"Isso aí tá no sangue, não tem explicação. A pessoa já nasce atleticana e não se entrega", disse. Quando o assunto é o jejum de títulos importantes, são várias as justificativas. "Nós tivemos um grande time na década de 80, mas não ganhamos nada por causa da arbitragem. Ninguém consegue entender isso até hoje. Nós somos bicampeões da Conmebol também. E nós já fomos campeões do mundo também, em 1950. Se o Corinthians tem um título jogando duas vezes, nós jogamos nove vezes contra vários times da Europa e fomos chamados os campeões do gelo".
O torcedor atleticano aguenta chacota de toda maneira, mas não deixa de amar o time, mesmo com a carência de títulos. Neste intervalo de 40 anos, o clube frequentou até mesmo a Série B do Campeonato Brasileiro e a média de público do Atlético nos estádios ainda é uma das maiores do país. O site oficial do clube destaca algumas marcas alcançadas pela apaixonada torcida:
-Campeão de público em dez das 39 edições do Campeonato Brasileiro (1971, 1977, 1990, 1991, 1994, 1995, 1996, 1997, 1999, 2001).
-Segunda maior média de público pagante em todas as edições do Campeonato Brasileiro, com 24,6 mil torcedores por partida, até 2007 - segundo estudo realizado em 2007 pela empresa de Gestão Esportiva Golden Goal.
-É do Atlético o maior público pagante da história do Mineirão (13/02/80 - Atlético x Flamengo - 115.142 pagantes), sem contar os clássicos regionais.
-O clube detém a segunda maior média de público em uma única edição do Campeonato Brasileiro. (55.664 pagantes por jogo, no Campeonato Brasileiro de 1977).
Ao mestre com carinho
Naquela conquista de 1971, foram muitos heróis na equipe que tinha como time base Renato; Humberto, Grapete, Vantuir e Oldair; Vanderlei, Humberto Ramos, Ronaldo e Lola; Dario e Tião. O técnico era Telê Santana, que, para Humberto Ramos, autor da assistência que originou o gol do título no Maracanã, marcado por Dario aos 18min do segundo tempo, foi o grande responsável pelo sucesso da equipe.
"A presença do Telê foi fundamental pelo fato de ele escolher, montar a equipe e principalmente a maneira de ele trabalhar, sendo um treinador que gostava do time jogar bola. Do mesmo jeito que jogava com o Cruzeiro, jogava com o Santos, com o Santa Cruz", disse.
O Atlético de 1971 conseguiu mesclar juventude com experiência, e este ponto também é destacado pelo camisa 8 daquela conquista. Humberto Ramos ressalta que o respeito dos jovens pelos mais experientes e a importância dos mais velhos em campo foram comportamentos muito importantes.
"Na década de 70 até a educação era diferente. Existia mais consideração, respeito à hierarquia. Aquele grupo tinha jogadores mais jovens como eu, Romeu, Vantuir e outros jogadores mais experientes, como Grapete, Oldair e Vanderlei. Até mesmo no ônibus (da delegação) os mais jovens esperavam os experientes se assentarem para depois ocuparmos nossos lugares".
Para Humberto Ramos, o ingrediente fundamental para esta fusão entre juventude e experiência foi Telê, que soube utilizar as forças que cada um tinha individualmente para transformar o time que não era favorito à conquista em campeão brasileiro.
Um detalhe importante da conquista é que foi no período em que o futebol brasileiro respirava os melhores momentos em âmbito internacional com a conquista da Copa do Mundo de 1970. Por isso, todos esperavam que o título ficasse nas mãos daqueles que foram convocados para a disputa no México.
É verdade que o artilheiro Dario, do Atlético-MG foi convocado, mas não entrou em campo durante a Copa. Humberto Ramos acredita que "correr por fora" levou mais motivação ao time alvinegro. "Foi um título para mim tão importante porque o Atlético era o 'patinho feio' da história. Tinha o Palmeiras, Cruzeiro, Santos. O Atlético tinha o Dadá, que também foi campeão (mundial), mas nem jogou. Eu dou valor à competição nesse sentido, porque na hora em que tivemos que decidir no Maracanã, nós vencemos. Depois daquele campeonato, nenhum outro teve a presença dos tricampeões mundiais".
Se Telê Santana, que comandou o time atleticano, não pode dar o depoimento neste aniversário do título nacional (morreu em 2006), ele deixou um herdeiro que viveu o momento intensamente como torcedor e amante do esporte. O filho de Telê, Renê Santana, estava com 15 anos no momento da conquista e lembra o que sentiu como torcedor e filho do técnico que começava ali a carreira vitoriosa no futebol brasileiro.
"Apesar de ter envolvimento direto com o time e meu pai, que era o treinador, eu estava ali mais como torcedor. Especialmente no Maracanã eu estava na arquibancada e pude sentir todo o jogo. Um jogo em que a torcida carioca adotou o Atlético. Todos os clubes torceram pro Atlético. É indescritível a emoção que tive com meus amigos".
Descendo da arquibancada para o banco de reservas, Renê lembra com muito carinho e admiração os métodos de trabalho do pai, que para ele começou a carreira de técnico antes mesmo de pendurar as chuteiras.
"O Telê era um treinador dentro de campo, mesmo antes de parar de jogar futebol. Ele já liderava, cantava o jogo para os companheiros, tomava decisões em conjunto com os companheiros e já dizia que queria ser treinador ainda quando jogava".
E Renê Santana faz uma das afirmativas que o torcedor atleticano mais gosta sobre o maior técnico do clube e o maior título da história. "Naquele ano de 1971, o Telê tinha 40 anos de idade e estava com certa bagagem, mas o grande título da vida dele foi esse, de campeão brasileiro com Atlético".
Depois daquele título, Telê Santana partiria para uma carreira vitoriosa, formando equipes consagradas, como o São Paulo, campeão mundial em 1992 e 1993, além, é claro, da Seleção Brasileira de 1982, que mesmo sem conquistar títulos encantou o mundo com o futebol-arte.
Mas como Telê tinha essa afinidade em montar times encantadores? Renê Santana, fã incondicional do trabalho do pai, afirma que isso é algo que nasceu como próprio técnico.
"Eu diria que ele tem uma grande visão. Ele bate o olho no jogador e só com um toque na bola e a passada dele em campo faz a avaliação. É aquele jogador que eu quero e vou levar pro meu time. É um jogador que nem todos conhecem, mas que depois faz sucesso como mostra a história. Eu acho que a soma de tudo, o 'feeling' a tática fizeram do Telê um grande técnico".
Telê Santana nasceu em Itabirito, no dia 26 de julho de 1931, e morreu em Belo Horizonte, aos 74 anos, no dia 21 de abril de 2006.
Entre tantos jogos marcantes para as torcidas envolvidas no Campeonato Brasileiro de 2011, o Terra selecionou um de cada equipe que tenha sido importante para conseguir o objetivo desejado ou fracassar na temporada. Confira os jogos mais representativos dos times, em ordem de classificação:
Corinthians 2 x 1 Atlético-MG A vitória mais marcante do Corinthians no Brasileiro veio na 36ª rodada. Em casa, o clube paulista enfrentava o Atlético-MG para confirmar a liderança e a vantagem nas últimas rodadas. Contudo, jogando mal, o time saiu atrás aos 10min do 2º tempo. A torcida viu a dificuldade, passou a gritar mais alto, vibrou com o empate de Liedson e explodiu com o gol da virada de Adriano, aos 43min do 2º tempo
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Vasco 0 x 0 São PauloPara o Vasco, fica a frustração de ter lutado durante todo o Brasileiro, mas ser apenas vice. O retrato disso foi na 32ª rodada, quando a equipe havia acabado de assumir a liderança, porém, não conseguiu mantê-la por mais de uma rodada. Em São Januário, o clube empatou com o São Paulo e viu o Corinthians vencer o Avaí para reassumir a ponta, mantida até o fim
Foto: Alexandre Loureito / Agência Lance
Figueirense 0 x 4 Fluminense O sublime segundo turno do Fluminense foi decisivo para o clube conseguir a vaga na Libertadores. E, na reta final, dois jogos em sequência marcaram o alcance do objetivo sob a batuta do centroavante Fred. Após uma vitória espetacular por 5 a 4 sobre o Grêmio, no Engenhão, a equipe foi até Florianópolis enfrentar o rival direto Figueirense e venceu por 4 a 0, com três gols de Fred, confirmando a vaga
Foto: Cristiano Andujar/Photocamera / Divulgação
São Paulo 1 x 2 Flamengo A campanha do Flamengo foi marcada por altos e baixos, mas, no fim, um resultado obtido no início de outubro acabou crucial para o clube conseguir se classificar para a Libertadores. Contra o São Paulo, no Morumbi, a equipe venceu por 2 a 1 na reestreia de Luís Fabiano pelo time tricolor e conseguiu uma vantagem que fez a diferença na última rodada, já que terminou apenas dois pontos na frente do São Paulo
Foto: Fernando Borges / Terra
Botafogo 1 x 2 Internacional No Engenhão, o Inter conseguiu uma vitória decisiva contra o Botafogo, rival direto na briga pelo grupo das equipes que se classificam à Libertadores. Aproveitando-se da má fase do adversário, os gaúchos não tomaram conhecimento do time alvinegro e venceram com gols de Leandro Damião e Oscar, entrando no G-5
Foto: Livia Villas Boas / Gazeta Press
Bahia 4 x 3 São Paulo Um dos jogos que mais representa a campanha abaixo do esperado do São Paulo foi em Salvador, no Pituaçu, contra o Bahia. A derrota por 4 a 3 veio após a equipe estar vencendo o adversário por 3 a 1 e ampliou, na época, o jejum sem vitórias para nove jogos. No fim do Brasileiro, o time tricolor ficou a apenas um ponto da Libertadores e esta série negativa desequilibrou contra os são-paulinos
Foto: Eduardo Martins/A Tarde / Futura Press
Flamengo 0 x 0 Figueirense A surpreendente campanha do Figueirense poderia ter sido premiada com uma vaga histórica para a Libertadores, mas a queda na reta final pesou contra os catarinenses. O sentimento de frustração no final é ampliado pelo empate sem gols contra o Flamengo, no Engenhão, na 35ª rodada, quando a equipe jogou de igual para igual e ainda perdeu um pênalti
Foto: Alexandre Loureiro/Vipcomm / Divulgação
Atlético-PR 1 x 0 Coritiba O Coritiba teve um 2011 iluminado, mas terminou com motivos para chorar a ausência da Libertadores de 2012. Por duas vezes, a equipe teve a chance de garantir a classificação para o torneio, mas perdeu a oportunidade. Após a derrota na Copa do Brasil, a equipe só precisava vencer o seu rival Atlético-PR na última rodada do Brasileiro para conquistar a vaga, mas perdeu o jogo e o sonho da torcida
Foto: Agência Lance
Botafogo 0 x 1 Figueirense O Botafogo era uma das equipes mais regulares e que pintava como favorita a conquistar uma vaga na Libertadores pelo Brasileiro. Entretanto, a equipe teve um mês de novembro para ser apagado da história. Tudo começou com uma derrota por 1 a 0 para o Figueirense, em casa, no dia 05 de novembro. O clube não venceu mais na competição depois deste jogo e terminou apenas em nono
Foto: Rudy Trindade/News free / Gazeta Press
Santos 4 x 5 Flamengo Vitorioso na Libertadores, o Santos fez do Brasileiro um torneio preparatório para o Mundial de Clubes do Japão. Um dos poucos jogos em que a equipe mostrou o futebol que encantou o País foi contra o Flamengo, na derrota por 5 a 4, na Vila Belmiro. Na partida, considerada por muitos a melhor do Brasileiro, o jovem Neymar deu um show, mas mesmo assim não foi o bastante para o time alcançar a vitória
Foto: Agência Lance
Palmeiras 1 x 0 São Paulo Durante quase todo o Brasileiro de 2011, o Palmeiras fez um papel de mero coadjuvante. A equipe não brigou pelas primeiras colocações e nem chegou a ser ameaçada pelo rebaixamento. Entretanto, na penúltima rodada, o time alviverde conseguiu vencer o São Paulo, por 1 a 0, e praticamente tirou todas as chances do rival conseguir a vaga na Libertadores
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Grêmio 4 x 2 Flamengo O Grêmio começou o Brasileiro nas últimas posições, assustando os torcedores , mas passou grande parte dele sem problemas. Para a torcida, fica como um dos jogos mais marcantes a vitória por 4 a 2, sobre o Flamengo, no Olímpico. A equipe, que chegou a estar dois gols atrás no placar, foi buscar o resultado no jogo marcado pela hostilidade dos gremistas contra o flamenguista Ronaldinho
Foto: Itamat Aguiar/Vipcomm / Divulgação
Flamengo 1 x 4 Atlético-GO O Atlético-GO, apontado por muitos antes do início do Brasileiro como candidato ao rebaixamento, surpreendeu e passou praticamente todo o torneio sem correr riscos. Uma das vitórias que mostrou a força do time no campeonato foi a surpreendente goleada por 4 a 1 sobre o Flamengo, no Engenhão. Além de ter sido um resultado expressivo, o jogo marcou também o fim da invencibilidade dos cariocas
Foto: Getty Images
Bahia 3 x 2 Avaí A volta do Bahia à Série A do Brasileiro foi mais sofrida do que os torcedores baianos gostariam. O clube passou o campeonato todo brigando contra o rebaixamento, mas conseguiu a permanência na divisão de elite do futebol nacional. Um dos resultados mais decisivos foi a vitória de virada por 3 a 2, sobre o rival direto Avaí, no Pituaçu, na 27ª rodada
Foto: Edson Ruiz / Gazeta Press
Atlético-PR 0 x 1 Atlético-MG Candidato fortíssimo ao rebaixamento até metade do 2º turno, o Atlético-MG começou a sua reação na primeira rodada do returno. A equipe não vencia há sete jogos quando foi até Curitiba enfrentar o concorrente direto Atlético-PR e conseguiu a vitória, por 1 a 0, gol de pênalti de Mancini. O resultado deu mais confiança para a equipe mineira fazer um 2º turno estável e fugir do descenso
Foto: Giuliano Gomes / Gazeta Press
Cruzeiro 6 x 1 Atlético-MG Maior decepção do Brasileiro de 2011, o Cruzeiro fugiu do rebaixamento apenas na última rodada. E não poderia ter sido em melhor estilo. A equipe aplicou uma goleada histórica sobre o rival Atlético-MG por 6 a 1 e chutou para longe a possibilidade de disputar a Série B do ano que vem. Em um ano no qual os mineiros não têm motivos para comemorar, os cruzeirenses ainda conseguiram tirar sarro dos rivais
Foto: Vipcomm / Divulgação
América-MG 2 x 1 Atlético-PR Em 2011, o Atlético-PR ficou na zona de rebaixamento durante 37 das 38 rodadas do Brasileiro. Com esse número assombroso, a equipe não conseguiu evitar a queda para a Série B. Entretanto, o descenso poderia ter sido evitado na penúltima rodada, se a equipe tivesse vencido o já rebaixado América-MG. A derrota por 2 a 1, no entanto, fez jus ao ano do time
Foto: Futura Press
Ceará 2 x 2 Cruzeiro O Ceará tinha nas mãos a chance de fugir do rebaixamento na penúltima rodada da competição, quando recebeu o concorrente direto Cruzeiro. O empate por 2 a 2 buscado no fim do jogo foi comemorado como uma vitória pelos cearenses, mas acabou sendo decisivo para a queda da equipe, que tentará a recuperação em 2012
Foto: Agência Lance
São Paulo 3 x 1 América-MG Nas últimas rodadas do Brasileiro, o América-MG apresentou um crescimento que espantou os torcedores. Após vitórias contra os primeiros colocados Corinthians, Fluminense e Botafogo, a possibilidade do milagre da fuga do rebaixamento começou a ficar real para os torcedores. No entanto, a derrota por 3 a 1 para o São Paulo, na antepenúltima rodada, selou a queda da equipe para a Série B
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Avaí 1 x 2 Ceará Durante o Brasileiro, o Avaí chegou a assustar algumas grandes equipes, como nas vitórias contra o Corinthians e contra o Flamengo, em casa. Entretanto, o lanterna do Brasileiro não conseguia repetir as raras boas atuações nos duelos contra os pequenos, os quais foram decisivos para a queda da equipe. Um dos mais marcantes foi a derrota em casa para o Ceará, por 2 a 1, na 33ª rodada