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Palmeiras e São Paulo criticam Flamengo por impedir pagamento à Libra: 'Postura prepotente e dolosa'

Clubes fazem nota de repúdio após diretoria rubro-negra obter liminar na Justiça do Rio para bloquear repasses da Globo a membros do bloco por discordar da divisão acordada previamente

27 set 2025 - 15h58
(atualizado às 19h40)
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Palmeiras e São Paulo criticaram repudiaram a decisão do Flamengo de entrar com uma ação na Justiça do Rio para bloquear o pagamento de uma parcela de R$ 77 milhões da Globo aos membros da Libra. Os valores são referentes ao Campeonato Brasileiro de 2025 e seria o segundo depósito realizado pela emissora. O primeiro foi ocorreu em 25 de julho, no total de R$ 76,6 milhões. Ainda restariam mais outras duas parcelas.

"Ao obstruir de forma contraditória e indevida o fluxo desses recursos, a estratégia do clube carioca se revela predatória e torpe, pois busca asfixiar financeiramente as demais instituições que constituem o bloco, algumas delas em situação de dificuldade, a fim de subjugá-las e extrair ainda mais benefícios individuais", disse o Palmeiras, em nota oficial divulgada neste sábado, 27.

O Palmeiras é comandado pela presidente Leila Pereira.
O Palmeiras é comandado pela presidente Leila Pereira.
Foto: Alex Silva/Estadão / Estadão

O clube paulista fez questão de ressaltar que seria beneficiário da mudança proposta pelo Flamengo, mas "compreende que não joga sozinho e, por isso, defende o crescimento coletivo do futebol brasileiro".

"A postura prepotente e dolosa da atual gestão do Flamengo, infelizmente, não surpreende. Trata-se do mesmo grupo político que, no início do ano, recusou-se a assinar o manifesto da Libra que cobrava providências no combate ao racismo nos gramados sul-americanos", completou.

Pouco tempo depois de o Palmeiras se manifestar, foi a vez de o São Paulo, em situação financeira delicada, também reclamar da condução do tema pelo clube rubro-negro.

"A atual gestão do Flamengo parece não compreender que é responsável pelos contratos herdados", criticou o São Paulo. "A atitude (...) tem como intenção atrapalhar financeiramente o futebol brasileiro, sendo que os clubes necessitam desta verba para o custeio."

O Santos foi outro time da Libra que resolveu se manifestar contra a atual gestão do Flamengo. "A direção do Santos Futebol Clube defende que o futebol brasileiro só crescerá e se fortalecerá de acordo com seu potencial quando os clubes entenderem que precisam trabalhar juntos. A intenção de mudar as regras do jogo com o campeonato em andamento, como faz o Flamengo, só reforça a convicção de que, enquanto esse tipo de pensamento e conduta existirem, o futebol brasileiro ficará em segundo plano", escreveu o alvinegro praiano.

Por sua vez, o Atlético-MG publicou uma nota afirmando que "A divisão dos ganhos com a audiência se trata de matéria interna e foi estabelecida de maneira legal e participada, no âmbito da Libra, observadas as suas regras estatutárias". O clube destacou que a ação isolada do rubro-negro carioca "viola frontalmente o fair play, e acarreta o agravamento da crise financeira comum a tantos clubes brasileiros."

A Libra é formada por: Atlético-MG, Bahia, Flamengo, Grêmio, Palmeiras, Red Bull Bragantino, São Paulo, Santos, Vitória, Paysandu, Remo, ABC, Guarani e Sampaio Corrêa.

O que diz o Flamengo?

Em nota oficial publicada no dia 26 de setembro, o Flamengo confirmou que entrou com uma ação na Justiça para evitar que o clube sofra "prejuízos adicionais", ressaltando que os critérios da divisão de receitas por audiência "não reconhecem o poder gerador de recursos financeiros" pelo clube.

O Flamengo diz ainda que o estatuto da Libra prevê direito de veto ao clube, e a todos os demais, no que diz respeito o rateio dos valores referentes a audiência, destacando a previsão de uma receita mínima garantida, correspondente às receitas que os clubes obtiveram pelos direitos de transmissão em 2023.

"O cenário defendido pela Libra, que concede ao Flamengo 20,41% da receita de audiência, está longe de representar o poder gerador de receitas do clube. Exemplificando, o tamanho da torcida do Flamengo dentre os clubes da Libra é de 47%. Nessa ocasião o Flamengo entregou seu voto divergente por escrito", argumentou a diretoria flamenguista.

O clube encerra afirmando que sempre demonstrou abertura para negociação, mas resolveu tomar medidas judiciais porque "os demais clubes foram intransigentes e impuseram um prejuízo superior a 100 milhões de reais anuais ao Flamengo, o que representa uma perda de 37% em relação ao contrato anterior."

Entenda o caso

Em março de 2024, os clubes da Libra assinaram um acordo de quatro anos (2025 a 2029) com a Globo para transmissão dos jogos do Brasileirão nas quais os times do bloco são mandantes. O negócio foi fechado em R$ 1,17 bilhão, além de 40% da receita líquida obtida com o pay-per-view (Premiere).

O Flamengo, porém, discorda da na maneira como a Libra distribui a verba. O contrato do bloco com a Globo prevê a divisão dos valores do Brasileiro em 40% iguais para todos os membros na primeira divisão, 30% de acordo com as posições na tabela e 30% conforme a audiência.

No entendimento do Flamengo, o estatuto não é suficiente para determinar o pagamento da parcela vinculada à audiência, na qual os cariocas acreditam ter o direito de receber mais. As partes discutiram sobre o tema desde o início do ano, mas como não houve acordo, a diretoria rubro-negra adotou medidas judiciais.

Estadão
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