Muller retoma carreira de técnico na 3ª divisão do Paranaense
Muller está de volta ao cenário do futebol nacional. Depois de cinco anos afastado dos gramados, o campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994 retoma sua carreira de treinador. O primeiro e único trabalho foi à frente do Ipatinga, em 2004, no Campeonato Mineiro.
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Agora, o desafio é ainda maior. Muller assume o Grêmio Maringá, equipe que em 2010 disputará a terceira divisão do Campeonato Paranaense. E para complicar ainda mais a retomada da carreira, Muller aceitou o convite do dirigente Aurélio Almeida, que tem um histórico polêmico no futebol paranaense.
Mas o passado do dirigente não é algo que incomode Muller, embora ele admita que pouco sabe das histórias de Aurélio.
"Acompanhei a história dele mais ou menos. Sei que jogou muito tempo no México. Mas ainda vamos sentar para fazer o planejamento. E o mais importante e a primeira coisa a se fazer é formar a equipe", disse o novo treinador, que será apresentado oficialmente ainda nesta sexta-feira.
O Grêmio Maringá é um clube tradicional no Paraná, mas desde 2005 está fora do cenário estadual. Com altos e baixos, a marca Grêmio Maringá foi comprada por Aurélio em 2002, por R$ 190 mil.
Dois anos depois, o dirigente foi preso e cumpria pena por usurpação na Colônia Penal Agrícola do Paraná. Ainda no comando da equipe, ele promoveu um amistoso entre seu clube e os detentos.
Em 2005, o empresário montou o Real Brasil, em Curitiba, "fechando" o Grêmio Maringá, que ressurgirá no próximo ano. Com o Real Brasil, Aurélio teve sérios problemas. Os jogadores foram despejados do hotel onde estavam hospedados e o dirigente desapareceu da cidade.
Aurélio ainda foi acusado de cobrar cerca de R$ 8 mil de jovens atletas que queriam atuar no Real Brasil, prometendo carreiras vitoriosas no futebol. Muitos pagaram as altas cifras, mas ficaram pelo caminho.
Antes disso, tinha sido proprietário do Império Toledo, outro clube que deixou para trás com dívidas. Aurélio também ganhou destaque quando comprou 49% das ações do Puebla, do México. A imprensa mexicana chegou a noticiar, à época, que a compra fora fraudulenta.