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Bellintani admite propostas por Zé Rafael, mas nega venda ao Palmeiras

10 ago 2018
19h40
atualizado às 19h44
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Em entrevista ao programa de rádio do próprio Bahia, Guilherme Bellintani, presidente do clube, falou sobre as conversas de Zé Rafael com o Palmeiras, time que adquiriu o direito de igualar a proposta de qualquer clube pelo meio-campista. O cartola admitiu as propostas pelo jogador, mas negou que tenha vendido o atleta para o Verdão. Inclusive, revelou que nenhuma oferta chegou aos 4 milhões de euros (por volta de R$ 18 milhões), quantia pedida pelo Tricolor Baiano para negociar o atleta.

"Zé Rafael não está vendido. As propostas existem desde que cheguei, variando de valores e de clubes. Nenhuma proposta sequer chegou próxima aos 4 milhões de euros. Só para ser bem objetivo: não tivemos proposta nem que alcançou esse valor. Desde o começo, conversamos com o Zé (Rafael), que é profissional, já teve proposta para ganhar quase três vezes mais do que recebe no Bahia, e ele nunca chegou para dizer que queria sair", declarou.

"Falamos para ele que (a proposta) tinha que ser boa para ele e para nós, o clube. Precisamos chegar em um patamar que esteja razoável para o clube e para o jogador. Para o jogador, eu diria que já chegou, mas não chegou para o clube. Estamos abertos ao mercado, não só para comprar, mas também para vender. O que dissemos (ao jogador) foi que ele estaria com a gente até o fim de 2018, e ele entendeu", completou.

"Na hora certa, no momento esportivo adequado, se atingir um valor econômico razoável, que honra o patrimônio que a gente tem, nós avaliaremos. Mas posso dizer que, nesse momento, o Zé não está vendido, e não tem nenhuma proposta fechada que nos agrade", finalizou.

O mandatário ainda disse que quem dita o valor de um jogador é o mercado. Para elucidar o pensamento, Bellintani citou Anderson Talisca, a maior venda da história do futebol nordestino. O meia deixou o Bahia para jogar no Benfica, em 2014, pelo mesmo valor que o clube pede por Zé Rafael.

"Barato e caro, quem determina é o mercado. A maior venda do futebol nordestino, em toda a história, foi Talisca, por 4 milhões de euros. Não estou dizendo que o Zé (Rafael) será vendido por esse valor, mas a gente precisa ter referência. Se conseguirmos valores superiores a isso, vamos avaliar se vamos fazer ou não. Não adianta a gente querer vender o atleta por um preço que o mercado não paga, nem no momento que não seja o melhor para fazer. O atleta que sai do Bahia, ele muito raramente é comprado pelo clube topo de negociação mundial", analisou.

Em janeiro, o Palmeiras emprestou o meia Allione ao Bahia. Em troca, o Tricolor assumiu o compromisso de consultar o clube paulista antes de uma possível venda de Zé Rafael. Assim, se o Alviverde ao menos igualar a proposta de qualquer concorrente, assegura a contratação do meio-campista de 25 anos.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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