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Espanha deporta torcedor do Boca "perigoso" que iria à final

Maxi Mazzaro é um dos líderes da ala mais radical da torcida da equipe argentina

6 dez 2018
11h02
atualizado às 12h37
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Nesta quinta-feira (6), a Polícia Nacional da Espanha confirmou que deportou de volta para a Argentina, na noite de quarta, do aeroporto de Madri, o argentino Maxi Mazzaro, um dos líderes da ala radical da torcida do Boca Juniors. Considerado perigoso, ele tentava ingressar na capital espanhola para acompanhar o confronto de volta da final da Copa Libertadores, que será realizada neste domingo (9), às 17h30 (de Brasília), no estádio Santiago Bernabéu.

"A polícia detectou nesta noite (quarta-feira), no aeroporto Adolfo Suárez Madrid Barajas, um dos Barras Bravas mais significativos e perigosos, com numerosos antecedentes. Esta pessoa foi devolvida à Argentina. O futebol não é violência", informou a Polícia Nacional, por meio de publicação em sua página no Twitter.

Torcedores do Boca Juniors cantam no embarque do time à Espanha para a disputa da final da Copa Libertadores (Buenos Aires, Argentina, em 4 de dezembro de 2018)
Torcedores do Boca Juniors cantam no embarque do time à Espanha para a disputa da final da Copa Libertadores (Buenos Aires, Argentina, em 4 de dezembro de 2018)
Foto: Stringer / Reuters

O combate aos torcedores violentos se tornou uma prioridade ainda maior depois que o duelo de volta da decisão, que estava marcado para ocorrer no último dia 24 de novembro, no estádio Monumental de Núñez, ter sido adiada por causa do ataque dos torcedores do River Plate ao ônibus do Boca Juniors, poucas horas antes da partida.

Depois de seguidos adiamentos, a Conmebol acabou optando por levar a finalíssima da competição continental para Madri, onde torcedores dos dois times vão acompanhar a luta pelo título. No Monumental, o duelo contaria apenas com torcedores do River, por medida de segurança. O mesmo ocorreu na Bombonera, somente com torcida do Boca. No jogo de ida, no dia 11 de novembro, os times empataram em 2 a 2.

A falha no esquema de segurança nas imediações do estádio Monumental de Núnez para a segunda partida fez a Conmebol trocar o local da disputa. A entidade alegou temer novos episódios de violência

Violência adiou o segundo jogo da final entre Boca Juniors e River Plate
Violência adiou o segundo jogo da final entre Boca Juniors e River Plate
Foto: Alberto Raggio / Reuters

Na última terça-feira, o Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos Aires comunicou a prisão de Matias Sebastian Nicolas Firpo, torcedor do River, pela acusação de ter cometido vários delitos durante os incidentes de ataque ao ônibus do Boca.

Firpo, de 31 anos, foi detido na sua residência em Lomas del Mirador, cidade localizada na região da Grande Buenos Aires. E enfrentará diversas acusações, como dano, pequenas lesões intencionais, impedir a realização de um evento esportivo, ataque a autoridades e formação de quadrilha. A sua identificação foi possível a partir do uso de imagens de redes sociais e também de câmeras de segurança localizadas nas proximidades do estádio do River.

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Estadão

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