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CEO do Borussia vê Alemanha sem escolha sobre nova Champions

Projeto apresentado pela Uefa de reforma da Liga dos Campeões divide opiniões entre os clubes

21 mai 2019
18h12
atualizado às 18h40
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O polêmico projeto apresentado pela Uefa para a reforma da Liga dos Campeões a partir de 2024 segue dividindo opiniões dentro dos clubes. E um dos apoiadores da oposição do futebol alemão a novidade, o CEO do Borussia Dortmund, Hans-Joachim Watzke declarou que o plano é o resultado de um "choque das culturas". O dirigente, ainda, aproveitou para fazer um apelo pelo compromisso.

"Os clubes impregnados de cultura americana ou anglo-saxã não entendem de maneira alguma o que nós sentimos, que uma sociedade fechada não é uma coisa à qual aspiramos. Eles sempre repetem: mas isso vai dar mais segurança no planejamento", disse Watzke nesta terça-feira, no Signal Iduna Park, onde ele apresentava diante da imprensa um balanço da temporada do Borussia, vice-campeão alemão.

Hans-Joachim Watzke, CEO do Borussia Dortmund
Hans-Joachim Watzke, CEO do Borussia Dortmund
Foto: Hannibal Hanschke / Reuters

"Nós, junto ao Bayern, dissemos claramente que temos que reforçar a posição da Bundesliga", completou o diretor-executivo do Dortmund, que apesar disso avalia que a Alemanha deve assumir um compromisso, para não ficar à margem.

A Liga alemã de futebol (DFL) e seus 36 clubes se posicionaram por unanimidade contra o projeto de reforma da Champions que visa uma espécie de "super Liga" europeia, com um núcleo de clubes reconduzidos de um ano para o outro, e um acesso limitado à competição por meio dos campeonatos nacionais.

"A reforma chega, de uma forma ou de outra, e nós queremos que ela respeite, na medida do possível, o sentimento dos alemães. Mas ninguém deve acreditar que eles vão adotar 90% de nossas ideias. No fim das contas, eles vão nos dizer: façam o de vocês sozinhos e nós faremos nossa Liga sem vocês", analisou. "Se a Bundesliga se isolar, o futebol alemão morre. Se não ficarmos mais no sistema, não nos desenvolvemos mais", alertou Watzke.

A maioria das ligas europeias se opõe a esta reforma. A Liga espanhola considera até possíveis recursos na justiça. Na França, a Liga (LFP) e a Federação (FFF) do país querem apresentar uma "proposta alternativa" nos próximos dias. "Nós não vamos decidir nada sem levar em conta as opiniões de cada um", assegurou a Uefa na última sexta-feira, após um encontro em Budapeste com as federações europeias.

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