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Fim de linha? Ninguém na CBF acredita na volta de Caboclo

Presidente afastado tenta se defender de acusação de assédio sexual e moral

10 jun 2021 09h03
| atualizado às 12h25
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“Esquece, ele já era, vamos pensar agora numa transição sem traumas, o futebol brasileiro precisa de paz, respeito e responsabilidade.” A declaração é de um dos vice-presidentes da CBF, em contato com o Terra, em resposta a um questionamento sobre a possibilidade da volta de Rogério Caboclo ao poder.

Rogerio Caboclo estaria com os dias contados na CBF, sob ameaça de afastamento definitivo
Rogerio Caboclo estaria com os dias contados na CBF, sob ameaça de afastamento definitivo
Foto: Wallace Teixeira / Futura Press

A reportagem ouviu ainda outros três dirigentes da entidade a respeito do tema e eles disseram o mesmo, com outras palavras. Afastado da presidência por 30 dias em razão de denúncia de assédio sexual e moral feito por uma funcionária, Caboclo vai ter de cuidar de outros afazeres, a partir de agora, longe da CBF.

Essa é pelo menos a avaliação dos que ocupam cargos importantes na entidade e que conversaram com o Terra, sob condição de anonimato.

Como Caboclo ensaiou demitir toda a diretoria ainda no domingo (6), a fim de tentar se livrar da punição que lhe seria imposta pelo Comitê de Ética da CBF, o que precisava do aval dos diretores, todos ali passaram a trabalhar no sentido de que sua saída seja definitiva. O comitê pode prorrogar por prazo indeterminado a pena aplicada a Caboclo.

Por trás dessa movimentação está a coordenação de Marco Polo Del Nero, ex-presidente da CBF, com quem Caboclo teve algumas divergências por questões comerciais da confederação. Essas rusgas são mais recentes, até porque Caboclo foi alçado à presidência graças a Del Nero. Eles eram fieis um ao outro, mas o trem descarrilou, os vagões tombaram e a perda foi total ... para Rogério Caboclo.

Papo de Arena
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