Ex-técnico da Coreia do Sul vira alvo de investigação policial; entenda
Autoridades cumprem mandado na sede da associação de futebol para apurar possíveis irregularidades na contratação de Hong Myung-bo
A polícia da Coreia do Sul realizou, nesta quinta-feira (6), uma operação de busca e apreensão na sede da Associação de Futebol do país para investigar a contratação do ex-técnico da seleção, Hong Myung-bo. Segundo as autoridades, a apuração busca identificar possíveis irregularidades no processo que levou o treinador ao comando da equipe nacional. Hong deixou o cargo em junho, após a eliminação da Coreia do Sul ainda na fase de grupos da Copa do Mundo.
De acordo com um porta-voz da polícia, a operação faz parte das investigações iniciadas após denúncias relacionadas à nomeação do treinador. "A polícia está investigando se houve prática do crime de obstrução de atividade empresarial na nomeação de Hong Myung-bo", afirmou o representante à AFP, sem divulgar novos detalhes sobre o caso.
Enquanto isso, o ex-treinador, de 57 anos, permanece no centro das investigações. Hong pediu demissão após a derrota por 1 a 0 para a África do Sul, resultado que decretou a eliminação da seleção no Mundial. No entanto, a escolha do comandante já enfrentava críticas desde 2024 e ganhou ainda mais repercussão depois da campanha abaixo das expectativas.
Além disso, em julho, Hong compareceu a uma comissão legislativa que investiga sua contratação e assumiu responsabilidade pelo desempenho da equipe. "Total responsabilidade", declarou na ocasião. Paralelamente, o Parlamento sul-coreano apura denúncias de que o treinador teria recebido tratamento preferencial durante o processo seletivo. Já o presidente Lee Jae Myung atribuiu o fracasso esportivo à promoção de "pessoas incompetentes" para cargos de liderança e criticou o fato de que "lealdade e faccionalismo" contaminam os processos de recrutamento no futebol do país.
Eliminação da Coreia do Sul na Copa do Mundo
A eliminação precoce aumentou a pressão sobre dirigentes e comissão técnica. A imprensa local tratava a equipe como uma "geração de ouro", liderada por Son Heung-min e Kim Min-jae. Consequentemente, a queda ainda na fase de grupos provocou forte frustração entre torcedores e ampliou os questionamentos sobre a gestão da seleção sul-coreana.
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