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Ex-árbitro e ex-presidente de clube são presos suspeitos de manipulação de jogos

Polícia Civil deflagrou a operação 'Jogada Marcada' contra organização criminosa que movimentou pelo menos R$ 11 milhões em fraudes e mantinha grupos de conversas chamados 'Abitragem da Propina'

9 abr 2025 - 11h36
(atualizado às 22h42)
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A Polícia Civil de Goiás prendeu nesta quarta-feira o ex-árbitro D'Guerro Batista Xavier, de 46 anos. Ele foi detido em João Pessoa, na Paraíba, suspeito de participar de esquemas de manipulação de resultados em partidas da Série B do Campeonato Brasileiro. Também foi detido o ex-presidente do Crato, do Ceará, Ivan Barros.

Polícia Civil de Goiás realiza operações contra a manipulação de resultados.
Polícia Civil de Goiás realiza operações contra a manipulação de resultados.
Foto: Divulgação/Polícia Civil do Estado de Goiás / Estadão

O Estadão busca contato com a defesa do suspeito e a matéria será atualizada em caso de manifestação. Já a defesa de Ivan Barros, em nota enviada à imprensa, afirma que o ex-presidente do Crato é inocente e não atua no futebol desde 2022. Os representantes ainda alegam que a prisão é ilegal e arbitrária.

A prisão ocorre em meio a uma operação da Polícia Civil de Goiás, deflagrada por meio do Grupo Antirroubo a Banco (GAB) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). Intitulada "Operação Jogada Marcada", a ação cumpre 16 medidas judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão, contra organização criminosa especializada na manipulação de resultados em partidas de futebol.

Em 2023, o Ministério Público de Goiás realizou três operações contra grupo criminoso que tinha por objetivo aliciar jogadores para participar de esquema de manipulação de resultados em partidas do Brasileirão do ano passado e de Estaduais disputados neste ano. Os atletas receberiam pagamentos para levar cartão amarelo e/ou vermelho, fazer pênalti ou contribuir para o placar parcial ou total de uma partida, beneficiando apostadores que também faziam parte do esquema.

A partir da Penalidade Máxima, a Fifa baniu do futebol os jogadores Gabriel Tota, Ygor Catatau e Matheus Phillipe. Paulo Miranda e Onitlasi Junior Moraes tiveram pena de suspensão por 720 dias cada. Paulo Sérgio Marques Corrêa, André Luiz Siqueira Júnior e Mateus da Silva Duarte, 600. Eduardo Bauermann e Fernando Neto, 360 dias.

Veja nota da defesa de Ivan Barros na íntegra

Estamos buscando acesso aos autos, pois o processo tramita em segredo de Justiça, junto a Justiça do Estado de Goiás. Temos a certeza da inocência, assim como restou apurado e ele absolvido junto ao Tribunal de Justiça Desportiva do Ceará ainda em 2022. Que a investigação é completamente extemporânea em 2025, analisando fatos de 2022, onde o Cleison Ivan Barros já não atua com o Futebol desde meados de 2022, portanto é uma prisão ilegal e arbitrária, e que estamos no aguardo do acesso completo da investigação para concluir manifestação da defesa. Acrescentando que ele esclareceu os fatos ao Delegado de Polícia civil do que foi interrogado, e contribui para as investigações.

Estadão
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