Paulistão domina e termina com a maior média de público entre os Estaduais
Apesar de competitividade com Brasileirão, mercado publicitário exalta a visibilidade dos jogos
Os Estaduais terminaram neste último final de semana, e o Campeonato Paulista obteve a maior média de público entre as competições disputadas no país, com 10.500 torcedores por jogo. Apesar de ter "competido" com a disputa do Campeonato Brasileiro, que nesta temporada iniciou no final de janeiro, os números não foram muito inferiores se comparados com 2025, que teve uma média de 12.300 mil pagantes por partida.
Portanto, abaixo do Paulistão aparecem o Campeonato Mineiro, com 7.390 torcedores por jogo, e o Carioca, com 7.135. Completam o Top-5 o Campeonato Gaúcho, com 6.012 pagantes, e o Paranaense, com 5.585.
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O Paulistão deste ano, considerado o maior do país, fechou uma parceria inédita com as Casas Bahia, mas também aproveitou uma outra propriedade, que faz muito sucesso durante os jogos, para angariar mais receitas. Assim como na última temporada, a competição deste ano contou novamente com o troféu Craque do Jogo 7K, que é entregue ao melhor jogador de cada partida ao longo de toda a competição. A premiação, portanto, ficou a cargo da 7K Bet, marca do grupo Ana Gaming, que renovou o acordo de patrocínio ao torneio. A escolha do melhor em campo é feita pelo público através das redes sociais do Paulistão.
Para executivos e profissionais do mercado, mesmo com a disputa simultânea do Campeonato Brasileiro, os Estaduais mantiveram uma média semelhante a de anos anteriores e trouxeram pontos importantes, como segurança e comodidade nas arenas por meio de tecnologias como o reconhecimento facial, e principalmente visibilidade às marcas, que promoveram ativações e virarem cases de sucesso durante as competições.
"Foi uma grande satisfação patrocinar mais uma edição do Paulistão, um torneio tradicional, de alto nível e que tem ampla visibilidade. O anel inédito entregue para o craque da competição e o troféu que presenteamos o melhor jogador de cada partida. Foram ações que pensamos com objetivo de valorizar aqueles atletas que se destacaram dentro de campo, reforçando a conexão da nossa marca com o futebol paulista", destaca Marco Tulio Oliveira, CEO da Ana Gaming, holding que gere a marca 7K Bet, patrocinadora do Paulistão.
"Esse ano foi atípico porque os Estaduais viveram a experiência da disputa simultânea ao Campeonato Brasileiro. Mas vimos as médias de públicos cresceram nas retas finais e proporcionarem segurança e comodidade nos principais estádios. Fruto do avanço da tecnologia e do reconhecimento facial na maioria deles. Operamos em dezenas de arenas neste início de temporada e pudemos constatar agilidade e transparência entre clubes, arenas e torcedores. Isso enriquce as competições como um todo", acrescenta Tironi Paz Ortiz, CEO e fundador da Imply, empresa que esteve presente nos dez principais Estaduais pelo país, seja com tickets, acessos ou painéis.
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O mercado publicitário, aliás, não viu diferença no fato dos Estaduais aconteceram junto com o Brasileirão. As federações locais -e consequentemente as marcas, encontraram uma nova forma de angariar receitas e intensificaram as negociações para ter os naming rights atrelados aos nomes das competições. Estima-se que esses contratos nas principais entidades do país variem entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões.
Nesta temporada, algumas mudanças aconteceram em relação a 2025, caso principal da entrada das Casas Bahia no Campeonato Paulista. Outros três regionais também passaram por alterações nesta propriedade. Desse modo, como o Campeonato Roraimense, que fechou acordo com a GiroAgro, companhia do agronegócio. O Goiano, que fechou com a empresa varejista Novo Mundo, e o Campeonato Baiano, que passou a contar com a bet Mansão Green.
Para Leonardo Sodré, CEO do Grupo GIROAgro, o investimento reforça a estratégia de crescimento da empresa e a abertura de novas frentes de atuação. "Esse projeto vai muito além da visibilidade de marca. Enxergamos o Campeonato Roraimense como uma plataforma de relacionamento, expansão de mercado e construção de novas rotas de trabalho. Estar conectado ao esporte é estar próximo das pessoas, valorizar o agronegócio brasileiro e unir as duas paixões nacionais: o agro e o futebol", destaca.
Desse modo, das 27 federações que possuem disputas regionais, 2/3 delas possuem acordos de naming rights. Além das citadas acima, portanto, fecharam contratos para este ano as entidades do Acre, Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e Sergipe.
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