Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Campeonato Paulista

Oferecimento Logo do patrocinador

Torcedor é identificado após denúncia de assédio contra médica em jogo do Paulistão A4

Caso ocorreu durante partida entre Comercial e Nacional, em Ribeirão Preto, e mobilizou arbitragem, clubes e Federação Paulista de Futebol

10 mar 2026 - 13h42
(atualizado às 13h42)
Compartilhar
Arbitragem para jogo após acusação de assédio contra médica
Arbitragem para jogo após acusação de assédio contra médica
Foto: Reprodução/ YouTube / Esporte News Mundo

Um episódio de assédio registrado durante uma partida do Campeonato Paulista da Série A4 gerou indignação no futebol paulista no último fim de semana. O homem suspeito de cometer o ato contra uma médica que trabalhava na partida entre Comercial e Nacional, em Ribeirão Preto (SP), foi identificado após o ocorrido ser relatado pela arbitragem e denunciado às autoridades.

A situação aconteceu no estádio Palma Travassos enquanto a profissional exercia normalmente sua função junto ao banco de reservas do Nacional. Após a denúncia, a Federação Paulista de Futebol (FPF) informou que encaminhou o caso às autoridades competentes e garantiu apoio à vítima. O Comercial, clube mandante da partida, também afirmou que tomará medidas judiciais cabíveis contra o torcedor envolvido.

Protocolo de combate ao assédio foi acionado

A médica Dra. Bianca Francelino de Oliveira havia sido contratada pelo Nacional para atuar na partida. Durante o jogo, um torcedor do Comercial passou a dirigir atitudes consideradas ofensivas e de cunho sexual em direção à profissional, que se encontrava próxima ao banco de reservas.

De acordo com o relato registrado na súmula pela árbitra Ana Caroline Carvalho, o torcedor teria segurado e apontado a própria genitália em direção à médica. A atitude provocou revolta imediata entre jogadores reservas e integrantes da comissão técnica do Nacional, que iniciaram uma discussão com torcedores posicionados próximos ao alambrado.

A situação foi inicialmente percebida pelo técnico do Nacional, Tuca Guimarães, que acionou o quarto árbitro da partida. Após receber a informação, a árbitra principal se dirigiu até a médica para confirmar o ocorrido. Segundo o relato registrado no documento oficial do jogo, a profissional confirmou o episódio de assédio.

Diante da denúncia, Ana Caroline Carvalho aplicou o protocolo previsto no Tratado pela Diversidade e Contra a Intolerância no Futebol Paulista, que determina a paralisação da partida em situações de discriminação ou violência. O jogo foi interrompido temporariamente enquanto a situação era avaliada e medidas de segurança eram adotadas.

A partida só foi retomada após a própria médica afirmar que tinha condições de continuar desempenhando sua função.

Clubes e Federação se manifestam

Logo após o caso ganhar repercussão durante o jogo, a Federação Paulista de Futebol publicou uma nota oficial repudiando o ocorrido. A entidade reforçou que o futebol paulista não tolera qualquer tipo de assédio, preconceito ou discriminação e afirmou que o episódio será tratado com rigor.

Segundo a federação, todas as informações foram encaminhadas às autoridades responsáveis para que os envolvidos sejam identificados e responsabilizados conforme a lei.

O Comercial também se posicionou publicamente após a partida. Em comunicado, o clube lamentou o ocorrido e informou que o torcedor suspeito já havia sido identificado pelas autoridades e por representantes da própria federação presentes no estádio.

Na nota, o clube destacou ainda que atitudes preconceituosas não são compatíveis com os valores da instituição. O texto afirma que pessoas com comportamentos machistas, racistas, homofóbicos ou qualquer tipo de postura discriminatória não são bem-vindas no estádio Palma Travassos.

O Nacional, equipe que contratou a médica para atuar no confronto, também divulgou manifestação de apoio. O clube expressou solidariedade à Dra. Bianca Francelino de Oliveira e destacou a postura da profissional, que decidiu permanecer no trabalho mesmo após o episódio.

Na nota, a equipe ressaltou que o futebol deve ser um ambiente seguro e inclusivo, especialmente para mulheres que atuam no esporte, e defendeu que casos como esse reforçam a necessidade de união para combater qualquer forma de violência ou desrespeito nos estádios.

Esporte News Mundo
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra