Com apenas seis jogos no Remo, Osorio é xingado pela torcida no Re-Pa
Substituições no segundo tempo do clássico provocam reação negativa nas arquibancadas, em empate marcado por tensão no Mangueirão
Com apenas seis jogos à frente do Remo, o técnico Juan Carlos Osorio foi alvo de xingamentos da torcida azulina durante o segundo tempo do duelo contra o Paysandu, disputado na tarde deste domingo (8), no Estádio Mangueirão, pela quarta rodada do Campeonato Paraense de 2026.
A partida ganhou contornos de polêmica aos 27 minutos da etapa final, quando o treinador decidiu sacar o atacante Eduardo Melo e o volante Zé Welison para promover as entradas de dois zagueiros, Kayky Almeida e Marllon.
A mudança, de caráter mais defensivo, desagradou parte considerável dos torcedores remistas, que reagiram com gritos de "burro" vindos das arquibancadas, em um dos momentos mais tensos do clássico.
Clima quente desde o início
O Paysandu saiu na frente ainda no primeiro tempo, quando Ítalo aproveitou boa jogada de Kauã Hinkel e abriu o placar aos 35 minutos. Antes disso, o Papão já havia criado as melhores chances, pressionando desde os primeiros minutos e chegando a ter um gol anulado por impedimento após revisão do VAR.
O Remo, que entrou em campo com formação alternativa, encontrou dificuldades para se impor ofensivamente na etapa inicial, mas passou a crescer após a expulsão do volante Brian Macapá, do Paysandu, aos 43 minutos, em confusão generalizada que também rendeu cartões amarelos para Quintana, Thalyson e Yago Pikachu.
Empate, críticas e mais expulsão
Com um jogador a mais, o Leão Azul voltou mais agressivo no segundo tempo e chegou ao empate aos 12 minutos, em lance confuso dentro da área. Após tentativa de finalização de Diego Hernández, Quintana acabou desviando contra o próprio gol, deixando tudo igual no Mangueirão.
Mesmo em desvantagem numérica, o Paysandu seguiu perigoso nos contra-ataques e obrigou Marcelo Rangel a fazer defesas importantes. O Remo tentou a virada, parando em boas intervenções de Gabriel Mesquita, mas viu o ambiente nas arquibancadas azedar após as substituições de Osorio.
Nos acréscimos, aos 50 minutos, Diego Hernández acertou a nuca de Castro e foi expulso, deixando as duas equipes com dez jogadores em campo até o apito final.
Início sob pressão
Apesar das críticas, Osorio soma sete partidas no comando do Remo desde a sua chegada, com resultados que incluem o título da Supercopa Grão-Pará, liderança no Campeonato Paraense e uma campanha ainda irregular no início do Brasileirão. Sob seu comando, o Leão venceu Águia e Bragantino-PA, empatou com São Francisco, Mirassol e Paysandu, e foi derrotado pelo Vitória.
No Estadual, o Remo lidera o Grupo A com oito pontos, enquanto no Campeonato Brasileiro ocupa a 18ª colocação, com um ponto conquistado em dois jogos.
Maratona pela frente
O Remo terá uma sequência pesada, começando na quarta-feira (11), fora de casa, contra o Atlético-MG, pela terceira rodada do Brasileirão. Menos de 24 horas depois, na quinta-feira (12), o time volta a campo para enfrentar o Castanhal, também como visitante, pelo Parazão. No domingo (15), o Leão recebe o Amazônia Independente, no Mangueirão.