Remo supera primeira série de 'maratona'
Com empate no Brasileirão e vitória no Parazão, Leão Azul passa pelos primeiros desafios do calendário apertado e ganha fôlego para sequência decisiva
O Remo concluiu a primeira parte de uma intensa maratona de jogos neste início de temporada com saldo positivo em campo e respostas animadoras do elenco.
Em um intervalo de apenas 24 horas, o Leão Azul enfrentou compromissos por competições diferentes e conseguiu manter rendimento, mesmo diante do desgaste físico e da necessidade de rodar a equipe.
Na quarta-feira (4), o Remo entrou em campo no Mangueirão pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro e empatou em 2 a 2 com o Mirassol.
No dia seguinte, sem muito tempo para recuperação, voltou a atuar pelo Campeonato Paraense e venceu o Águia de Marabá por 3 a 0, no Baenão, confirmando força dentro de casa e somando pontos importantes no Estadual.
A sequência fez parte de um calendário especialmente apertado para o clube, que vive uma série inédita de seis partidas em apenas 12 dias.
Além dos compromissos contra Mirassol e Águia, o Remo ainda tem pela frente o clássico Re-Pa, no domingo (8), no Mangueirão, pela quarta rodada do Parazão.
Na semana seguinte, o desafio se torna ainda maior: na quarta-feira (11), o time enfrenta o Atlético-MG, fora de casa, pelo Brasileirão, e no dia seguinte visita o Castanhal, novamente pelo Estadual, já em outro estado.
O cenário exige atenção especial à logística, recuperação física e planejamento de elenco. Até aqui, o Remo já utilizou cerca de 30 jogadores nos primeiros jogos da temporada, reflexo direto da estratégia de rodízio adotada pelo técnico Osório.
O treinador tem apostado em mudanças constantes para preservar atletas e manter o nível de competitividade, em um período no qual a noção de "time titular" se torna mais flexível.
Internamente, a comissão técnica trata essa maratona como um verdadeiro teste de fogo. Com jogos encavalados, adversários de perfis distintos e pouco tempo entre uma partida e outra, cada decisão, da escalação inicial às substituições, ganha peso extra. A profundidade do elenco passa a ser determinante para evitar queda de rendimento e minimizar riscos de lesão.