Endrick diz que aceita decisões de Ancelotti na seleção: 'Ele faz o melhor para o time'
Atacante relembra convivência com o italiano no Real Madrid e que respeita a concorrência por uma vaga na seleção
Endrick admitiu que se surpreendeu quando foi chamado para entrar na seleção brasileira no lugar do lesionado Lucas Paquetá, no intervalo do jogo contra o Japão, na segunda-feira. À espera de uma oportunidade, e com parte da opinião pública e da torcida pedindo sua escalação, o atacante disse que confia nas decisões de Carlo Ancelotti, seu técnico por uma temporada no Real Madrid.
"Na primeira temporada com o mister, joguei poucos minutos, mas praticamente entrava em todos os jogos. Ele sempre dizia: 'Fica tranquilo, sua hora vai chegar'. E chegou. Na Copa do Rei, ele passou a me utilizar mais, pude começar partidas, ajudar a equipe e fazer gols", lembrou Endrick em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, 2, no hotel em que o Brasil está concentrado, em Nova Jersey.
"Sempre mantive a tranquilidade. Ele é o treinador mais vencedor do futebol e sabe exatamente o que faz. Sempre digo que ele não vai fazer o que é melhor para o Endrick, nem para qualquer outro jogador. Vai fazer o que é melhor para a equipe. Ele toma as decisões pensando no time. Eu só preciso fazer o que ele pedir", disse.
Aos 19 anos, Endrick é, ao lado de Rayan, o mais jovem de um elenco experiente. O atacante contou que conversa muito com os jogadores mais velhos, inclusive Neymar, para entender melhor a Copa do Mundo e a experiência de defender a seleção brasileira em um momento como este.
"Converso muito com o Neymar para extrair o máximo possível e levar isso para a minha carreira. É importante falar com pessoas como Marquinhos, Casemiro e Alisson, que são os capitães. O Ney é um deles. Quero aproveitar a experiência deles. É uma coisa maravilhosa. Fazia isso com o Gustavo Gómez, no Palmeiras. Sempre procurei pessoas inteligentes, que entendem de futebol", disse.
Quando perguntado se estará tenso no sábado à noite, véspera das oitavas de final contra a Noruega, Endrick afirmou que vai dormir "como um bebê". O confronto será às 17h (de Brasília) de domingo, 5, em East Rutherford.
"Será um grande jogo, entre grandes jogadores. Os dois times vão buscar a vitória o tempo todo. Espero que possamos fazer uma grande partida, continuar evoluindo e fazer o que o mister pede. Em mata-mata não existe margem para erro", afirmou.
Com Lucas Paquetá praticamente fora da Copa, por causa de uma lesão muscular, surge a oportunidade de Endrick ganhar uma vaga no time, assim como seu parceiro Rayan ganhou quando Raphinha se machucou. Na prancheta de Ancelotti, o camisa 19 da seleção é um centroavante, ou um "falso 9", e não um ponta.
"No Lyon consegui ajudar como camisa 9, joguei aberto pela direita e também como falso 9. O mister conhece muito bem as minhas qualidades e características. Trabalhamos juntos durante um ano no Real Madrid e aqui não é diferente. Ele sabe exatamente no que posso contribuir", disse Endrick.
Para o jogo contra a Noruega, é provável que Endrick permaneça no banco e que Ancelotti opte por Danilo Santos ou até mesmo Gabriel Martinelli para ocupar a vaga de Paquetá.
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