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Discussão de jornalistas sobre pronúncia de nome de jogador do Flamengo virou ação na Justiça; entenda

Pedro Henrique Torre, jornalista da ESPN, e Virtudes Sánchez tiveram atrito após debate sobre meio-campista do Rubro-Negro

9 dez 2025 - 16h06
(atualizado em 9/12/2025 às 12h10)
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Foto: Gilvan de Souza/Flamengo - Legenda: Saú Ñíguez foi o pivô de discussão acalorada de jornalistas / Jogada10

O Flamengo foi ponto central de debate entre jornalistas e que ocasionou processo na Justiça. Pedro Henrique Torre, repórter da ESPN, e a jornalista espanhola Virtudes Sánchez tiveram discussão acalorada sobre a pronúncia correta do sobrenome do meio-campista Saúl, que é Ñíguez. Assim, houve alegações de práticas irregulares de ambos os lados que deram início a ações judiciais.

No caso, Virtudes produziu um vídeo e publicou com o intuito de ensinar a forma correta de se pronunciar Ñíguez. A atitude causou a revolta no comunicador e funcionário da ESPN, que disparou:

“É Saúl. Vai ficar Saúl. Pronto. É igual a “Dejan Petkovic”. É Pétkovic, Pêtkovic, Petkóvic? Virou PÉTI e ficou na história. Mania elitista besta que arquibancada tem de ser concursada em linguística”, argumentou Pedro Henrique Torre.

Portanto, neste cenário e a viralização do caso, o jornalista que atua na ESPN também decidiu bloquear a colega de profissão nas rede sociais. Pedro Henrique Torre entrou com ação em que pedia a condenação da companheira de jornalismo por danos morais. A juíza que ficou responsável pelo caso anunciou a sentença, na última sexta-feira (05/12), e a denúncia não a convenceu, dando ganhou de causa a Virtudes. Vale ressaltar que ainda cabe recurso.

Virtudes, em resposta ao Jogada10 informou:

“Fui informada de que a defesa do jornalista Pedro Henrique Torre tem veiculado a informação inverídica de que eu o processei por machismo. Fui a RÉ no processo iniciado por ele e apresentei uma Defesa com Pedido Contraposto (reconhecido pelo juizado), que visava a indenização por danos morais, inclusive com laudo médico. O processo civil ainda cabe recurso, e o caso mais grave — o processo criminal por xenofobia (Injúria Racial) — segue em andamento na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI).”

Virtudes se manifesta

A jornalista Virtudes também se posicionou através de nota, confira:

“Hoje, após semanas de muita angústia, ansiedade e profunda decepção, a Justiça brasileira ficou do meu lado em um caso muito doloroso para mim. No dia 23 de julho, atendendo ao pedido de seguidores, publiquei um vídeo explicando a pronúncia correta do nome de Saúl Ñíguez, jogador espanhol do Flamengo. O vídeo viralizou e, por incomodar um colega jornalista, fui atacada publicamente de forma humilhante e xenófoba, sendo chamada de “colonizadora”. Esse mesmo colega me processou exigindo R$ 10 mil por “danos morais”, apenas porque eu me recusei a aceitar o assédio em silêncio. Fui obrigada a me defender em um processo difícil, sendo ré num país que amo e onde, como espanhola, sempre busquei trabalhar e viver com respeito, inclusive com todos os colegas de profissão. Sem rede de apoio e sem família.

Apresentei uma denúncia na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância do Rio de Janeiro por injúria e discriminação por motivo de origem, uma conduta que a lei brasileira equipara ao crime de racismo. Aguardo com paciência a resolução do Ministério Público. Até hoje, não sei se ele agiu por iniciativa própria ou se contou com o apoio de pessoas ou instituições mais poderosas. Mas sei que o objetivo era um só: me silenciar. E isso não aconteceu. A decisão da juíza confirma que a verdade e a justiça prevalecem e que não vão nos calar. Agradeço profundamente a todas as pessoas que me apoiaram, e muito especialmente aos torcedores do Flamengo. Juntos, mais uma vez!

Minha história no maior clube do Brasil e da América, primeiro como correspondente e depois como assessora, me ensinou que nós sim somos uma Nação: união, não divisão; respeito, não preconceito; justiça, não discriminação.”

Resposta de Pedro a um seguidor e que o motivou a entrar com o processo:

“Quando alguém te acusa de covarde, machista e insinua que vc está empregado por ter feito favores, a maneira é buscar a Justiça”, destacou.

Errata

Anteriormente, o Jogada10 disse que a jornalista Virtudes Sánchez denunciou Pedro. Virtudes não ofereceu esta denúncia.

Jogada10
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