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Conmebol cria protocolo e permite público nos estádios da Libertadores e Sul-Americana

Segundo a entidade, legislação de cada país vai decidir o retorno dos torcedores

11 jul 2021 18h47
| atualizado às 20h19
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Neste domingo, a Conmebol autorizou o retorno da torcida às arquibancadas a partir das oitavas de final da Libertadores e da Sul-Americana. Os jogos eliminatórios começam na próxima terça-feira. De acordo com comunicado da entidade, as cidades que receberem os confrontos terão de compactuar com o acordo seguindo os protocolos sanitários vigentes em cada país.

"O retorno gradual do público é essencial para o desenvolvimento do futebol sul-americano", disse a Confederação Sul-Americana de Futebol. No último sábado, a Argentina venceu o Brasil pela final da Copa América com a presença de aproximadamente 1,6 mil torcedores. A liberação veio da Prefeitura do Rio de Janeiro, que cedeu à pressão da Conmebol e permitiu a entrada dos espectadores no Maracanã.

No total, nove países vão receber a fase que reúne 32 times, considerando as duas competições. São eles: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Atlético-MG, Fluminense, São Paulo, Palmeiras, Flamengo e Internacional são os brasileiros vivos na Libertadores. Já Grêmio, Athletico-PR, Red Bull Bragantino e Santos são os representantes na Sul-Americana.

No ano passado, a Conmebol criou uma medida semelhante que permitiu a entrada de 2.500 convidados na final única da Libertadores entre Santos e Palmeiras. Embora tenha enfatizado que cumpriria um protocolo rigoroso, que obrigava os participantes a apresentarem um teste PCR negativo para entrar no estádio, o que se viu no Maracanã foi algo totalmente diferente.

As recomendações de se usar constantemente a máscara, manter distanciamento de 2 metros e permanecer no lugar designado não foram respeitadas pelos torcedores. Apenas o setor oeste inferior do estádio foi aberto ao público, mas aglomerações foram registradas durante a partida. Naquele momento, mais de 220 mil vidas haviam sido perdidas no Brasil em decorrência da covid-19. Hoje, quase seis meses depois, já são 533 mil mortes em todo país.

No caso da Copa América, a entidade havia anunciado no final de maio que a Colômbia não seria mais uma das sedes da competição, já que momentos de instabilidade social marcavam o território colombiano. Depois, há poucos dias do início do torneio, a Argentina deixou de ser anfitriã da competição por causa do aumento de casos de covid-19 por lá.

A Conmebol iniciou então uma procura por interessados em receber os jogos e encontrou o Brasil, que com o aval da CBF, Confederação Brasileira de Futebol, e do presidente Jair Bolsonaro, se tornou sede do campeonato continental. Infectologistas alertaram para o risco de se ter um evento desse tamanho em meio à pandemia, mas os avisos foram ignorados pelas autoridades.

Um protocolo de saúde foi criado para auxiliar as autoridades nacionais, como pode ser visto no comunicado da confederação abaixo. Nele, há uma série de recomendações. "A Confederação Sul-Americana de Futebol dá a conhecer o "Protocolo de Recomendações para o Retorno do Público nos Estádios" nos jogos da Conmebol Libertadores e da Conmebol Sul-Americana 2021, a partir das oitavas de final. Estabelece uma série de recomendações que devem ser discutidas com as autoridades sanitárias de cada país para sua aplicação e/ou modificação. A Conmebol considera que o retorno gradual do público é essencial para o desenvolvimento do futebol sul-americano, razão pela qual, se as autoridades nacionais o permitirem, o retorno ao público é autorizado nas referidas competições."

No Brasil, as autoridades ainda não liberaram a volta do torcedor. Na final da Copa América, sábado, entre Brasil e Argentina, vencida pelo time de Messi por 1 a 0, o prefeito Eduardo Paes liberou 10% da capacidade do Maracanã. Fez isso em combinaçção com a secretaria de saúde do Rio. Ele disse ainda que a iniciativa era também um evento-teste para a volta do normal antes da pandemia.

Estadão
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