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Brasil pega o México para assumir sua condição de grande

Seleção de Tite enfrenta 'hora da verdade' em jogo pelas oitavas de final da Copa nesta segunda-feira, às 11h

1 jul 2018
23h03
atualizado em 2/7/2018 às 07h47
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A seleção brasileira passou pela primeira fase da Copa do Mundo com folga, apesar do susto inicial, mas tem nesta segunda-feira uma espécie de "hora da verdade". Enfrenta o México pelas oitavas de final da disputa na Rússia, na Arena Samara, e precisa assumir sua condição de grande do futebol do planeta. Alemanha, Argentina e Espanha já fracassaram nessa tentativa. Portugal também se despediu. Itália nem veio ao Mundial. Diante de rival teoricamente inferior, cabe ao Brasil mostrar por que já ganhou cinco títulos e é o maior vencedor.

A partida que começa às 11 horas (de Brasília) é eliminatória e, por isso, empate no tempo normal força a prorrogação de mais 30 minutos. Se necessário, haverá disputa por pênaltis para definir quem se classifica. Espanha e Rússia passaram por isso no domingo, assim como Croácia e Dinamarca - pelas oitavas.

Para Tite, a melhor maneira de a seleção confirmar o protagonismo, e o consequente favoritismo, é continuar no processo de evolução que vem ocorrendo de um jogo para outro. "Minha expectativa é que a equipe repita o padrão do último jogo, daí para mais. Na partida anterior (contra a Sérvia), todos os atletas tiveram excelente desempenho. Isso fortalece, diz. "Temos de reproduzir - no aspecto técnico, tático, físico e emocional - o padrão do jogo anterior, porque é decisivo."

Ele optou por escalar Filipe Luis na lateral-esquerda, pois Marcelo, apesar de recuperado do espasmo muscular que o tirou de campo aos 8 minutos da partida com os sérvios, poderia sentir o ritmo do jogo. Fagner ganhou posição na lateral-direita (Danilo ficará no banco). Tite também decidiu manter Willian e Gabriel Jesus no time.

Com isso, a seleção terá praticamente a formação que iniciou o duelo em que garantiu a classificação para as oitavas - 2 a 0 contra os sérvios. A manutenção é fundamental para a continuidade do processo de evolução que Tite tanto prega.

O México é considerado um adversário perigoso. Também por isso, nem Tite nem seus pares de comissão quiseram dar detalhes sobre a estratégia para superar a equipe de Juan Carlos Osorio. "Nesses aspectos táticos, vamos segurar um pouco as informações. Sei da qualidade do trabalho da seleção mexicana. Não vou trazer minuciosamente situações específicas."

Neymar veste colete em treino da seleção
Neymar veste colete em treino da seleção
Foto: David Gray / Reuters

O Brasil tem planos de jogo. "A gente já tem o plano A e o plano B para esse jogo, e esperamos passar. O nosso objetivo é jogar bem", acrescentou Thiago Silva, que nesta segunda será o capitão brasileiro pela segunda vez nesta Copa - ele também vestiu a braçadeira contra a Costa Rica.

O Estado apurou que os brasileiros esperam um México mais parecido com o que venceu a Alemanha por 1 a 0 na primeira rodada do que o que levou 3 a 0 da Suécia. Ou seja, acham que o rival vai jogar fechado, tentando especular quando tiver a bola. Contra os suecos, Osorio mandou seu time atacar e foi surpreendido.

Seja como for, o zagueiro Thiago Silva comenta que todo grupo tem consciência do que é necessário para a seleção se garantir nas quartas de final, e o que não poderá acontecer.

"Agora temos de errar o mínimo possível. Um erro pode custar caro, custar todo o trabalho feito nos últimos quatro anos. Será um jogo complicado, pelo que o México apresentou na primeira fase. Teve méritos para chegar até aqui", disse o beque.

O fato de o adversário ser velho freguês do Brasil em Copas do Mundo - três derrotas e um empate em quatro jogos disputados na história - não ilude Tite. "Podemos usar os dados da maneira que convir", avisa. Também procurou reduzir o peso de o jogo ser eliminatório. "Desde que empatamos o primeiro jogo, virou mata-mata."

A realidade é que a seleção brasileira retomou a confiança após a vitória e a performance exibida contra a Sérvia, quando venceu por 2 a 0 com uma boa atuação, e não cogita a possibilidade de eliminação precoce que, se acontecer, vai representar o pior resultado do Brasil em uma Copa do Mundo desde 1990, na Itália, quando caiu nas oitavas de final ao perder para a Argentina por 1 a 0

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Estadão
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