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Caniggia: "gol no Brasil foi o mais importante da minha vida"

17 mar 2010
15h23
atualizado às 16h55

Um dos principais destaques da seleção argentina que eliminou o Brasil e chegou à final da Copa do Mundo de 1990, Claudio Caniggia não esconde que ser o carrasco do principal rival nas oitavas de final foi o maior feito da sua carreira como jogador.

Atacante capaz de correr 100 m em menos de 11 segundos, Caniggia fez por merecer o apelido de "El Hijo Del Viento" (o filho do vento) quando aproveitou passe do colega Diego Maradona, driblou o goleiro Taffarel, e fez o único tento do jogo. "Aquele foi o gol mais importante da minha carreira, porque nós estávamos sendo desacreditados e também por causa da rivalidade que temos com eles (brasileiros)", afirmou Caniggia em entrevista ao site da Fifa.

O vice-campeonato, depois de uma final eletrizante e decidida com gol de pênalti da Alemanha, não apagou a campanha honrosa feita pela Argentina da entrosada dupla Maradona e Caniggia. Na semifinal diante da Itália, dona da casa, o atacante revelado pelo River Plate protagonizou dois lances capitais do jogo: o gol de empate, que levou a disputa para a disputa de pênaltis vencida pelos argentinos, e o um toque de mão na bola, que lhe rendeu um cartão amarele que, somado a um anterior, provocou sua suspensão para a partida final.

"Isso (a expulsão na semifinal) foi a maior frustração na minha carreira", lamentou Caniggia. "E também o insucesso em ganhar uma Copa do Mundo". Nos anos seguintes, porém, ele contribuiu com dois gols na conquista da Argentina na Copa América do Chile, em 1991. Na ocasião, era formada a parceria no ataque com Gabriel Batistuta, logo transformada em grande sensação do futebol mundial.

Revelado pela academia de futebol do River Plate, Caniggia estourou para o mundo do futebol, enquanto ainda tinha 18 anos, em 1985. Com suas rápidas arrancadas e dribles certeiros, ele logo se tornaria fundamental para a equipe alvirubra que venceria em 1986 o Campeonato Argentino, a Copa Libertadores, a Copa Interamericana e o Campeonato Mundial de Clubes.

Depois de uma breve passagem pelo futebol italiano, onde defendeu o Verona e o Atalanta, o atacante retornou à Argentina para vestir a camisa do Boca Juniors ao lado de Diogo Maradona, frustrando a torcida do rival River Plate, clube que o projetou.

Em entrevista recente, quando perguntado qual dos times ocupava maior espaço em seu coração, Caniggia foi diplomático: "Meio a meio. River é a melhor escola. Eles exigem um futebol atraente. Já o Boca é diferente. Lá, há torcedores que continuam incentivando mesmo quando se está perdendo".

Caniggia comemora o título de carrasco do Brasil na Copa do Mundo de 1990
Caniggia comemora o título de carrasco do Brasil na Copa do Mundo de 1990
Foto: Getty Images
Fonte: Terra
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