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Copa das Confederações

Maracanã retoma vocação e vê torcida dividida entre México e Itália

No 1º jogo oficial do estádio, pelas Confederações, presentes entoaram hino italiano, fizeram ola mexicana e viram grande duelo de seleções

16 jun 2013 - 18h16
(atualizado às 20h05)
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<p>Mulher apoia México com camisa do Brasil, enquanto, ao fundo, jovem veste camisa italiana</p>
Mulher apoia México com camisa do Brasil, enquanto, ao fundo, jovem veste camisa italiana
Foto: AP

Depois de anos de reformas realizadas com investimentos altíssimos, o Maracanã está de volta. E, finalmente, reencontrando a vocação: o futebol. E de alta qualidade, diga-se de passagem, com uma partida das boas entre Itália e México, disputada neste domingo, pela primeira fase da Copa das Confederações.

Quem já viu esse mesmo Maracanã dividido entre as torcidas de Flamengo, Vasco, Fluminense ou Botafogo, desta vez acompanhou um estádio diferente por dentro, mas igual na essência. E, por incrível que pareça, bem mais quente e participativo do que o observado há duas semanas, no amistoso Brasil x Inglaterra.

Um Maracanã que cantou o hino italiano como se fosse o San Siro ou o Olímpico de Roma; uma arquibancada que voltou a fazer a "ola" mexicana, mas que celebrou Andrea Pirlo e Mario Balotelli como se ambos tivessem sido criados nas categorias de base de qualquer clube local. E Pirlo, que já tinho feito reverência a Juninho Pernambucano no sábado, imitou Didi, outro mestre nas cobranças de falta, fazendo o primeiro gol oficial do novo estádio.

E no mesmo gol onde Pelé marcou o milésimo da carreira, lá pelos idos de 1969. Isso é que é ter história para contar. Talvez Pirlo tenha ouvido tanto a torcida gritar o nome que decidiu agradecer com o golaço, aos 27min do primeiro tempo, lá na gaveta, como diriam os antigos locutores em um tempo em que o sinal sonoro das rádios ainda ecoava pelas arquibancadas.

Mas que ninguém se esqueça da torcida mexicana, também presente. E que rivalizou, e muito, com os italianos na hora de empurrar e animar a seleção. Por vezes, o estádio era todo mexicano, por vezes inteiramente italiano. E Chicharito Hernandez empatou com gol de pênalti, marcado cinco minutos depois do de Pirlo, embora Balotelli tenha "estragado a festa" no segundo tempo.

No intervalo, um conjunto de mariachis tocou músicas populares mexicanas na Tribuna de Honra para animar os convidados vips. E, além de executar o clássico "Cielito Lindo", se arriscaram também em uma rápida "Aquarela do Brasil". Não era a "Charanga do Jaime", que marcou época empurrando a torcida do Flamengo, mas era música. E, melhor, não era caxirola.

Não foi só isso. Quando ninguém esperava nada, do público surgiu com força a música de Neguinho da Beija-Flor, que por tantas e tantas tardes foi o hino oficial da rivalidade entre as torcidas que disputavam o direito de dizer o nome do time antes do outro. Neste domingo não foi diferente: rubro-negros e vascaínos fizeram a guerra particular e saudável de coros.

Mas não ocorreram só coisas positivas. A cerveja esteve de volta a um preço assustador (R$ 12); elevadores deixaram de funcionar na área da imprensa e zona vip; muitos torcedores demoraram a encontrar lugares por conta de erros de informação. Os cambistas também marcaram presença, mesmo com todo rigor que a Fifa tenta impor na venda de entrada.

Mas até na repressão policial aos manifestantes do lado de fora do estádio antes do jogo, e durante boa parte dele, o Maracanã voltou a ser o das antigas. Infelizmente neste ponto, as lembranças de confrontos entre torcedores e policiais não são boas.

A única coisa que não voltou a ser como antes foram as vaias do Maracanã. Como não houve discurso oficial e nem anúncio por áudio ou vídeo da chegada do presidente da Fifa, Joseph Blatter, nem do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes, não ocorreu a clássica vaia às autoridades, como a de sábado, em Brasília, com Blatter e Dilma, ou em 2007, no mesmo Maracanã, para o então presidente Lula.

Oportunidade é o que não vai faltar. Porque o Maracanã voltou - e, torcemos, para sempre.

Fonte: Terra
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