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Vexame, lesões e incerteza: ciclo da Seleção Brasileira foi marcado por trocas de técnicos

Copa do Mundo começa nesta quinta-feira, 11, com o Brasil vivendo o sonho do hexa

11 jun 2026 - 04h59
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Carlo Ancelotti faz aniversário nesta quarta-feira.
Carlo Ancelotti faz aniversário nesta quarta-feira.
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

O Brasil vai começar a caminhada rumo ao sonho do hexacampeonato da Copa do Mundo. Com feridas de cinco eliminações seguidas para seleções europeias, a Canarinho tenta espantar os fantasmas nos Estados Unidos, México e Canadá. 

Diferentemente das edições anteriores, os pentacampeões embarcaram rumo ao Mundial desacreditados. A falta de confiança não é por acaso: foram 37 jogos, com 17 vitórias, 10 empates e 10 derrotas. 

O ponto baixo foi a goleada sofrida para a Argentina, mas o ciclo também contou com a incerteza sobre a camisa 10 após a lesão de Neymar. Até o número voltar ao craque, Rodrygo, Raphinha e Vinícius Júnior o vestiram.

Fim de uma era e aposta errada do começo 

A eliminação para a Croácia nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022 também representou a saída de Tite, após duas Copas do Mundo e seis anos no comando da Seleção Brasileira.

Em uma aparente tentativa de replicar Lionel Scaloni na Argentina, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apostou na promoção de Ramon Menezes nos primeiros jogos de 2023, enquanto começava a sonhar com Carlo Ancelotti.

O desempenho foi pior do que o esperado e a passagem do primeiro interino do ciclo foi curta. Ramon perdeu para Marrocos e Senegal, e conseguiu sua única vitória contra a Guiné.

O começo do ciclo foi marcado pela convocação de jogadores que atuavam no Brasil, como Raphael Veiga (Palmeiras), Rony (Palmeiras), Ayrton Lucas (Flamengo), Arthur (América-MG) e Yuri Alberto (Corinthians).

Ramon Menezes
Ramon Menezes
Foto: Thiago Ribeiro/Agif / Estadão

O interino no aguardo do ‘Mister’ e a lesão do ídolo 

Sem Ramon e ainda na esperança de contar com Ancelotti, a CBF ousou mais uma vez na escolha. Com contrato com o Fluminense e em período de alta nas Laranjeiras, Fernando Diniz foi o escolhido para ser o interino. 

De julho de 2023 a janeiro de 2024, o treinador dividiu funções e treinou tanto Fluminense quanto Seleção. O começo foi empolgante com uma vitória por 5 a 1 sobre a Bolívia e 1 a 0 contra o Peru. 

Mas bastou um empate em 1 a 1 contra a Venezuela na Arena Pantanal que a empolgação chegou ao fim, seguida de uma derrota por 2 a 0 para o Uruguai. Para piorar a situação, o revés contra a Celeste foi marcado pela grave lesão no joelho de Neymar, que o afastou dos gramados por pouco mais de um ano.

Em sua última convocação, Diniz viu sua trajetória com a Amarelinha chegar ao fim com empate em 1 a 1 contra a Colômbia e derrota para a Argentina, em pleno Maracanã.

Diniz chega ao Vasco com trajetória mais pesada do que primeira passagem, em 2021.
Diniz chega ao Vasco com trajetória mais pesada do que primeira passagem, em 2021.
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

A solução caseira que deu errado e o vexame contra a Argentina

Sem Diniz e com o sonho de Ancelotti, a CBF tentou encontrar uma solução caseira. Em alta após títulos por Flamengo e São Paulo, Dorival Júnior foi o escolhido para, até então, completar o ciclo. 

Logo de cara, os desafios foram contra europeus. Uma vitória sobre a Inglaterra e empate contra a Espanha pareceram devolver a confiança ao torcedor, mas, novamente, a empolgação durou pouco. 

Uma eliminação para o Uruguai nas quartas de final da Copa América frustrou qualquer sonho do torcedor em ver a Seleção Brasileira voltando a ser competitiva.

Os resultados ruins continuaram e a gota d'água veio em março de 2025. Em uma das piores atuações da história da Amarelinha, o Brasil foi goleado por 4 a 1 para a Argentina, no Monumental, e Dorival acabou demitido.

Aliviado, Dorival Júnior vibra com gol de Vini Jr nos acréscimos
Aliviado, Dorival Júnior vibra com gol de Vini Jr nos acréscimos
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Chegada de Ancelotti e reta final de preparação para Copa do Mundo

Após dúvidas e até uma desistência, o sonho da CBF em ter Ancelotti foi realizado em maio de 2025. O começo do trabalho foi marcado por tentativas do treinador em encontrar o sistema defensivo ideal. 

Em sua primeira convocação, o empate sem gols contra o Equador e uma vitória para o Paraguai foram suficientes para garantir a classificação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo. 

Nos dois jogos finais das Eliminatórias, a vitória por 3 a 0 sobre o Chile no Maracanã empolgou, mas a derrota por 1 a 0 para a Bolívia na sequência surgiu para frustrar mais uma vez. 

A falta de equilíbrio permaneceu nas três datas seguintes, com vitórias e derrotas ou empates dividindo a mesma convocação. Com a necessidade de montar um time em menos de um ano, Ancelotti também viveu uma incerteza: Neymar.

De início, o treinador hesitou em convocar o craque e, repetidas vezes, bateu na tecla de que o camisa 10 precisaria reencontrar sua melhor forma física para voltar a ser lembrado. 

A dúvida fez o evento da convocação ganhar clima de primeira rodada de Copa do Mundo. Quando o nome de Neymar foi mencionado, o auditório do Museu do Amanhã enlouqueceu como se o Brasil tivesse marcado um gol. 

Com o camisa 10, a Seleção Brasileira chegou à Granja Comary para iniciar a preparação final para o Mundial. Neymar, porém, ficou fora dos amistosos contra Panamá e Egito por causa de uma lesão na panturrilha. 

Se o craque ainda se recupera, o treinador perdeu peças importantes na reta final do ciclo. Estêvão, Rodrygo, Wesley e Éder Militão ficaram fora do Mundial por causa de lesões

Às vésperas da estreia contra Marrocos, Ancelotti ainda tem dúvidas sobre os laterais e duas vagas do setor ofensivo, que têm apenas Raphinha e Vinícius Júnior garantidos entre os titulares.

Neymar ficou no banco durante o amistoso entre Brasil e Panamá
Neymar ficou no banco durante o amistoso entre Brasil e Panamá
Foto: CARLOS SANTTOS/FOTOARENA / Estadão
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Fonte: Portal Terra
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