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Opinião: convocação problemática e escolhas ruins de Ancelotti derrubam Brasil

Os erros de Ancelotti começaram ainda na convocação, quando convocou apenas quatro meio-campistas e laterais que são zagueiros

5 jul 2026 - 19h04
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Seleção é eliminada nas oitavas
Seleção é eliminada nas oitavas
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

Carlo Ancelotti é o melhor técnico do futebol. Ele não é o treinador da Seleção Brasileira à toa, e com certeza tem uma clareza muito maior do que seus jogadores fazem nos treinamentos do que nós. Dito isso, e eximindo o italiano da grande confusão que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) enfiou a Seleção nos últimos quatro anos, com trocas de presidentes, técnicos e escândalos, a eliminação do Brasil na Copa neste domingo, 5, diante da Noruega, pode entrar na conta do técnico.

Ontem, o técnico norueguês disse que seu time precisaria jogar 100% de sua capacidade para vencer o Brasil. E avisou: vamos jogar ofensivamente. Tudo estava posto, e os europeus seguiram à risca o que o técnico falou. Dominaram as ações nesta tarde no Metlife Stadium e fizeram uma partida praticamente impecável.

Mas Ancelotti preferiu entrar em campo hoje com Martinelli no lugar do lesionado Lucas Paquetá, em vez de Danilo Santos. Deixou o meio-campo exposto e dominado. Com 4 atacantes, tirou Vini Junior do melhor lugar em que atuou contra Haiti e Escócia e ofuscou o goleador Matheus Cunha.

Os erros de Ancelotti começaram ainda na convocação, quando convocou apenas quatro meio-campistas e laterais que são zagueiros, incluindo os questionados Danilo e Alex Sandro. Quando seu lateral direito de ofício, Wesley, se machucou, tentou corrigir e convocou mais um volante, Ederson, que pouco ajudou nesta Copa.

O treinador já havia errado na formação original contra o Japão, com um meio-campo reforçado contra um time que joga no contra-ataque. Corrigiu “graças” à lesão de Paquetá. Hoje, contra um time ofensivo, optou por quatro atacantes.

A eliminação, a pior em décadas, veio no dia em que as faces de três gerações brasileiras atuaram juntas no segundo tempo. Neymar, camisa 10 das últimas quatro Copas, entrou para segurar a bola e acertar um lance matador, mas pouco fez. Dá munição que seus críticos queriam. Vini, o melhor do mundo, ficou fora de sua melhor posição e acabou apagado depois de um início de Copa monstruoso. E Endrick, o astro do futuro, sai dos Estados Unidos sem marcar nenhum gol.

Não faltou vontade, garra, disposição, nada disso. Não é caso de pedir time de guerreiro ou muito respeito com a camisa da Seleção. Mas faltou ao Brasil levar para a Copa um time mais organizado, com menos nomes estrelados, mas com os melhores do momento. O Brasil cai novamente para um europeu inferior. Mas a Noruega tem Haaland. É tudo que eles precisam.

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Fonte: Portal Terra
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