Neymar se despede das Copas com excesso de lesões, sem nunca ter sido protagonista e com só 37 min em campo nos EUA
Camisa 10 encerra a trajetória em Mundiais com 9 gols em 14 jogos, mas sem nunca ter conseguido conduzir o Brasil além das quartas de final
A eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo muito provavelmente marcou a despedida de Neymar dos Mundiais. Aos 34 anos, o camisa 10, que teve convocação para esta Copa contestada por parte dos brasileiros, encerra uma trajetória iniciada em 2014 sem o título tão perseguido e com um roteiro repetido de lesões, eliminações precoces e atuações abaixo do protagonismo esperado para o principal jogador brasileiro de sua geração.
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Em quatro Copas do Mundo, Neymar disputou 14 partidas, marcou 9 gols e distribuiu 2 assistências. Ao lado de Pelé, ele é o único jogador brasileiro a marcar em quatro Mundiais seguidos. Os dois disputaram o mesmo número de partidas na história do torneio.
Com o gol de pênalti na derrota para a Noruega, Neymar igualou Ademir Menezes, Vavá e Jairzinho na artilharia da Seleção em Copas. Apenas Pelê (12 gols) e Ronaldo Fenômeno (15 gols) balançaram as redes mais vezes pelo Brasil na competição.
Os números são expressivos, mas contam apenas parte da história. Nas quatro edições, o atacante teve sua preparação ou participação afetada por problemas físicos e jamais conseguiu disputar uma semifinal.
O Brasil caiu nas semifinais em 2014, na primeira Copa de Neymar, mas o jogador deixou o Mundial antes em razão de lesão. Em 2018 e 2022, a Seleção caiu nas quartas com Neymar em campo. Já em 2026, a eliminação veio nas oitavas de final, pior desempenho desde o Mundial de 1990, quando Brasil foi eliminado nesta mesma fase pela Argentina.
De todas as Copas disputadas, a de 2014 foi a que mais se aproximou de consolidar Neymar como protagonista de um Mundial. Atuando em casa, ele marcou quatro gols em cinco jogos e terminou a competição como terceiro maior artilheiro, empatado com Lionel Messi e atrás apenas do colombiano James Rodríguez e o alemão Thomas Müller.
A campanha de 2014, porém, foi interrompida nas quartas de final, quando sofreu uma fratura em uma vértebra após entrada de Juan Camilo Zúñiga, da Colômbia. Sem seu principal jogador, o Brasil viveu o trauma do 7 a 1 diante da Alemanha.
Na Rússia, em 2018, Neymar chegou ainda recuperando ritmo após uma cirurgia no quinto metatarso do pé direito realizada meses antes da Copa. O camisa 10 balançou as redes contra Costa Rica (fase de grupos) e México (oitavas de final), mas não conseguiu evitar a eliminação para a Bélgica nas quartas de final.
No Catar, em 2022, a história voltou a ser marcada por uma lesão. O atacante machucou o tornozelo na estreia diante da Sérvia, desfalcou o Brasil em dois jogos da fase de grupos e retornou apenas no mata-mata.
Contra a Coreia do Sul, nas oitavas, Neymar marcou um gol de pênalti na vitória por 4 a 1. Contra a Croácia, nas quartas de final, marcou um belo gol na prorrogação, mas viu a Seleção sofrer o empate nos minutos finais e ser eliminada nos pênaltis.
A Copa de 2026 representava a última oportunidade de Neymar conquistar o troféu mais importante de sua carreira, mesmo sem ser titular. Do banco, Neymar viu o Brasil avançar em primeiro lugar na fase de grupos e, tendo disputado 14 minutos na vitória contra a Escócia, apenas não ficar nem no banco contra Marrocos e Haiti.
No duelo contra a Noruega, Neymar esteve em campo por 23 minutos. O pouco tempo ainda foi suficiente para ele tomar um cartão amarelo, marcar um gol de pênalti no último minuto e criar polêmica com o goleiro do time europeu.



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