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Opinião: Brasil virou coadjuvante e Vini Jr. mostra que não está à altura de ser 'o cara' da Seleção

É inadmissível que o principal nome do Brasil não chame a responsabilidade nos momentos decisivos

6 jul 2026 - 04h59
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‘Se o time tivesse feito 1% do que fizemos, a gente seguia’, desabafa torcedor no estádio após eliminação do Brasil:

É preciso deixar a arrogância de lado e reconhecer que o Brasil virou coadjuvante do futebol mundial e não dá mostras que vai deixar esse posto tão cedo. O futuro da Seleção é sombrio e fica difícil imaginar na conquista do hexa tão cedo, isso se ele vier acontecer um dia.

A Copa de 2026 está sendo conhecida como a Copa dos Protagonistas, e a Seleção não teve um protagonista. Neymar não acumulou nem 45 minutos em campo na competição, foi um mero turista nos Estados Unidos. Vini Jr, que fez uma boa primeira fase, não apareceu no mata-mata, sucumbindo a chance de dar um passo à frente na prateleira do futebol mundial.

Vini Jr. observa a festa da Noruega
Vini Jr. observa a festa da Noruega
Foto: MARCELO MACHADO DE MELO/FOTOARENA / Estadão

Assim como em 2022, vamos passar os próximos quatro anos discutindo o fato do nosso melhor jogador não ter batido pênalti. No Catar, a reclamação foi por Neymar ter sido guardado para bater o quinto pênalti nas quartas contra a Croácia. Agora, é o fato de Vini Jr. não ter chamado a responsabilidade e cobrando o pênalti no começo do jogo. Bruno Guimarães foi para a cobrança e errou.

Foi ordem de Carlo Ancelotti? Tudo bem, então vamos combinar que Vini Jr. não pode ser o líder técnico deste elenco. O ‘cara’ da Seleção precisa ser a primeira opção em um momento como esse. Não tem discussão. França e Portugal, por exemplo, tiveram classificações sofridas e com pênaltis convertidos. Quem bateu? Mbappé e Cristiano Ronaldo, respectivamente.

Outros exemplos nesta Copa. Harry Kane cobrou e marcou para a Inglaterra contra o México nas oitavas de final, assim como Lionel Messi não fugiu da responsabilidade pela Argentina.

O fato do principal nome da Seleção não cobrar o pênalti decisivo vai além da batida em si. É sinal da crise de identidade do futebol brasileiro. Em nenhum momento, o time pareceu estar deixando a alma em campo. O ‘comportamento blasé’ é o que mais irrita o torcedor.

Com dois gols de Haaland, Noruega elimina Brasil da Copa e adia o sonho do hexa:

O futebol da Seleção está cada vez mais distante das raízes do país pentacampeão. A verdade é que a síndrome de cachorro vira lata do Brasil chegou em campo. O País passou a tentar copiar as demais potências e perdeu a sua essência.

Atualmente, as categorias de base viraram um grande negócio. Vale muito mais a pena apostar em pontas dribladores que vão ter mais chance de sucesso no exterior do que investir em camisas 10. O Brasil vive uma fase técnica terrível de meia armadores, não existe mais essa posição.

As laterais são outro pesadelo. Sabe o que é pior? Não existe uma solução a curto prazo, não tem nenhum grande nome já mapeado e com a certeza que será uma unanimidade mundial.

Claro que não podemos deixar de falar de camisas 9. Endrick é talentoso e merece mais oportunidades no novo ciclo. É preciso que jogador de 19 anos seja testado com mais tempo, não somente em ciladas. De qualquer maneira, ele mostrou contra a Noruega que não é sempre que a estrela iluminada dele vai brilhar.

‘Não pode cancelar o jogo’: filho de parça de Neymar é consolado pela mãe após derrota do Brasil:

E sabe aquele vexame do 7 a 1? Então, continua sendo a melhor campanha do Brasil em Copas desde a conquista do hexa. A goleada esconde, mas ela aconteceu em uma semifinal de Mundial. Enquanto isso, a Seleção vai somando vexames maiores, mas que ficam escondidos pelos placares magros.

Se você está se perguntando se esse texto não vai falar da bagunça da CBF, fica a aposta, é muito difícil que Samir Xaud chega a 2030 na presidência da entidade. Ele está envolto a crise política e um suposto caso extraconjugal.

A Argentina tricampeã pode ter sido uma exceção em termos de trabalhos bagunçados que terminam com bom resultado em campo. Porém, pelo histórico do futebol brasileiro, blindar o grupo já ajudaria muito e permitiria a um técnico capacitado tentar retomar o mínimo de protagonismo.

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Fonte: Portal Terra
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