Jornalista da Band que teve atrito com a CBF, Elia Júnior critica Ancelotti após eliminação: 'Ultrapassado'
Desde antes do início da Copa do Mundo, o jornalista vinha questionando o estilo de jogo adotado pelo técnico italiano
A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo, provocou uma nova manifestação contundente do jornalista Elia Júnior, da Band. Um dos principais críticos do trabalho de Carlo Ancelotti desde a chegada do italiano ao comando da equipe, Elia voltou a classificar o treinador como "ultrapassado" e responsabilizou suas decisões pela queda precoce do Brasil no Mundial.
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"Gostaria de estar errado, mas eu venho cantando essa bola há um bom tempo. Eu venho antecipando que o Brasil é um time ultrapassado, venho antecipando que o Ancelotti é peça super valorizada em relação ao que verdadeiramente ele é. Eu cheguei a dizer que ele é de uma escola ultrapassada, que é um treinador sem planos B e C, e que a gente teria imensa dificuldade hoje contra uma equipe que não depende só da bola”, iniciou as críticas Elia.
“É um incompetente o Carlo Ancelotti, de uma escola ultrapassada. E isso significa o quê? Significa a desclassificação do Brasil. E é muito triste que a gente esteja aqui para declarar a nossa eliminação da Copa do Mundo, não por conta só da incapacidade dos jogadores. Sim, são eles que jogam. Mas quando ele começa uma partida com o Gabriel Martinelli e não com o Danilo Santos, antes a gente já começa a entender que o Brasil não tem um modelo de jogo para jogar de maneira diferente contra adversário diferente", continuou o jornalista.
As críticas de Elia não são inéditas. Desde antes do início da Copa do Mundo, o jornalista vinha questionando o estilo de jogo adotado por Ancelotti e afirmando que o técnico representava uma escola de treinadores que já não acompanhava a evolução do futebol moderno.
Recentemente, Elia também se envolveu em um atrito público com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O jornalista afirmou ter sido impedido de fazer perguntas durante a entrevista coletiva de Ancelotti após a classificação sobre o Japão, acusando a entidade de privilegiar profissionais que evitam questionamentos mais incisivos.
A CBF rebateu as acusações, alegando que segue o protocolo da FIFA para distribuição das perguntas, negou qualquer tipo de retaliação à Band e afirmou que a coletiva teve duração de apenas 13 minutos.
Mesmo sem os direitos de transmissão das partidas na televisão aberta, o Grupo Bandeirantes mantém uma cobertura especial do Mundial, com uma equipe de enviados nos EUA.

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