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Segurança ainda é item que mais preocupa na Copa do Mundo

27 jun 2014 - 13h29
(atualizado às 13h30)
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<p>Organização apontou invasão de chilenos ao Maracanã (foto) como principal problema de segurança da Copa do Mundo</p>
Organização apontou invasão de chilenos ao Maracanã (foto) como principal problema de segurança da Copa do Mundo
Foto: Dylan Martinez / Reuters

A segurança foi, até agora, o ponto mais mal avaliado pela Fifa, pelo Comitê Organizador Local (COL) e pelo Governo Federal na Copa do Mundo no Brasil. A invasão de chilenos no Estádio do Maracanã, o episódio envolvendo um policial militar em local proibido na Arena de São Paulo no jogo de estreia (e que quase é abatido por um atirador de elite), e o laser levado por um torcedor no jogo entre Russia e Argélia em Curitiba, foram os pontos levantados por todos como problemáticos na primeira parte do Mundial.

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“Vamos trabalhar mais e toda a segurança está se esforçando para recolher qualquer coisa que possa ser usada nos estádios e que possa ser usada contra jogadores”, afirmou Jérôme Valcke, secretário-geral da entidade máxima do futebol mundial, lamentando que as câmeras do estádio não puderam identificar o torcedor. “Não podemos também parar o jogo por conta de uma pessoa”, disse.

Já sobre o episódio de São Paulo, o Ministro Aldo Rebelo se limitou a reler a nota emitida pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). “A Secretaria de Segurança Pública já prestou esclarecimentos sobre o acontecido no Itaquerão. Eles esclareceram que um atirador de elite flagrou alguém num local proibido portando arma e um colete da polícia militar e como essa área era próxima a autoridades e o policial pediu autorização para alvejar o suspeito. A autorização foi pedida e negada, e se verificou que quem estava na área era um policial que foi retirado”, leu.

Luis Fernandes, secretário executivo do Ministério dos Esportes, considerou a invasão chilenos no Maracanã como a mais complicada em toda a operação da Copa do Mundo. “Tivemos que rever o efetivo. Mas foi o único local onde isso aconteceu. Nos demais fizemos ajustes dentro do que estava planejado”, disse, negando que algo vá mudar nos próximos jogos. “Cada jogo a partir de agora tem um planejamento diferente porque se tratam de decisões. Alguém vai ser eliminado e os ânimos vão estar mais exaltados”, afirmou.

Ainda assim, Fernandes nega que exista desde já qualquer planejamento prévio para o caso de uma final entre Brasil e Argentina. “Só por ser uma final já merece um tratamento especial”, afirmou, negando a intenção e se dividir o estádio em duas torcidas. “Os ingressos já foram todos vendidos. Não há possibilidade disso acontecer”, comentou.

Brasília fecha 1ª semana de Copa sem ocorrências graves:

Sem querer se meter na organização do torneio em si, Valcke elogiou o futebol. “Essa Copa do Mundo será uma das melhores quando nãos referimos à qualidade do jogo e tem sido tudo extraordinário", disse, ressaltando a alta média de gols de 2,83 por jogo.

Aldo Rebelo, por sua vez, falou da magia do povo brasileiro. “Igualamos a beleza técnica e plástica dos jogos com o carinho do povo brasileiro com os turistas, dos índios pataxós festejando os alemães na Bahia, do Guarujá recebendo os croatas e santistas recebendo os mexicanos; e os manauaras recebendo os ingleses, mesmo tendo sido mal compreendidos. Isso conferiu à Copa o que ela tem de especial, esse momento único da humanidade”, discursou.

Aldo Rebelo falou ainda da geração de empregos no país no período da Copa. "Tivemos a geração de quase 1 milhão de empregos por conta da Copa. Os estrangeiros deixaram US$ 365 milhões no País até 18 de junho, 24% maiores que em 2013 e o gasto do brasileiro no exterior caiu 11%”, disse elogiando ainda as telecomunicações, os portos, sem esquecer de referir como pontual à falha de iluminação na Arena de São Paulo no jogo de abertura.

No fim, coube a Ricardo Trade dizer que ainda há muito o que fazer. E lembrou dos problemas de campos de jogo. “Tentamos toda a tecnologia para fazer dos campos os melhores para os jogadores”, disse. “E ainda levamos cerca de 85 mil pessoas aos treinos abertos em várias cidades do Brasil. Estamos muito satisfeitos, mas não podemos relaxar.”

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Fonte: Terra
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