Por "união de nações", evento no RJ leva o melhor da Itália ao Brasil
Evento de apresentação do projeto, na terça-feira, na Casa d'Italia, conta com a presença dos ex-jogadores Ricardo Rocha, Beto e Luís Vinícius Menezes
No próximo mês de julho, um pedacinho da Itália vai aportar no Rio de Janeiro, mais precisamente no Píer Mauá, durante a Copa do Mundo. De 3 a 13 julho, no armazém 6, o "Evento Italiano" promete celebrar com muita festa, moda, gastronomia e tecnologia a união Brasil-Itália.
O local receberá não só turistas, mas também o público carioca que poderá entrar em contato com o melhor que a Itália contemporânea tem a oferecer. Além disso, será um espaço de convivência para a imprensa mundial.
O evento de apresentação do projeto, na terça-feira, na Casa d'Italia, no centro do Rio, contou com a presença dos ex-jogadores Ricardo Rocha, Beto e Luís Vinícius Menezes (brasileiro que iniciou a carreira no Botafogo, em 1951, e em 1955 se transferiu ao futebol italiano e lá reside até hoje).
Também participaram do lançamento o cônsul da Itália, Giuseppe Romiti, o presidente da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, Pietro Petraglia, e o presidente da Associação Internacional de Imprensa Esportiva (AIPS), Gabriel Cazenave.
Para Ricardo Rocha, o "Evento Italiano" será para unir e aproximar mais os dois povos durante a Copa do Mundo. Para ele, a rivalidade entre os países sempre ficou dentro de campo, mesmo na final da Copa de 1994, que acabou com a conquista do tetracampeonato do Brasil nos pênaltis.
"Fora de campo não existe rivalidade. É só alegria e muita festa e serve para unir cada vez mais os dois povos. Mas com certeza vamos levantar essa taça aqui no Brasil. O meu palpite para a final é Brasil 2 x Itália 1", falou o zagueiro da Seleção Brasileira de 1994.
Já Luís Vinicius Menezes, conhecido como Luís Vinicio, iniciou a carreira profissional no Botafogo e depois se transferiu ao futebol italiano, onde defendeu Napoli, Bologna, Inter, entre outros. Também foi treinador da Lazio, Napoli, Udinese e outros clubes menores.
Atualmente, reside e trabalha como comentarista de futebol para uma emissora local na Itália, mas mantém uma casa no Rio. O ex-jogador preferiu não revelar para quem vai torcer durante a Copa deste ano. "Vou ficar com o coração dividido. Vou me esconder se o Brasil jogar contra a Itália. No fundo a gente sabe para quem vai torcer", falou rindo, sem revelar o time preferido.
Beto, que defendeu Napoli, Botafogo, Vasco, dentre outros, está criando um projeto social de uma escolinha de futebol para jovens de 8 a 16 anos em sua cidade natal, Cuiabá, com o apoio do Comitê da Itália. No entanto, mesmo assim ele afirmou que o coração é verde e amarelo.
"Se o Brasil enfrentar a Itália na final será um jogo muito difícil, mas tenha certeza que seremos campeões. Mas os italianos podem ter certeza que serão bem recebidos aqui, com muito carinho e hospitalidade", concluiu Beto.