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Terra na Copa

Jornal "abraça" Argentina e revela bastidores do caso Tevez

14 mai 2014 - 11h44
(atualizado às 12h23)
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Capa do Olé manda mensagem de apoio aos convocados
Capa do Olé manda mensagem de apoio aos convocados
Foto: Jornal Olé / Reprodução

O jornal argentino Olé, famoso por acirrar a rivalidade com o Brasil, demonstrou nesta quarta-feira que está “abraçado” ao time que representará o país na Copa do Mundo de 2014. A publicação estampou em sua capa o nome dos jogadores convocados pelo técnico Alejandro Sabella ao lado da taça do Mundial e deu a manchete “estamos todos com vocês”.

No entanto, o principal assunto da lista não foi nenhum dos escolhidos do treinador. A ausência de Carlitos Tevez, um dos jogadores mais populares do país e que fez bela temporada pela Juventus de Turim, deixou parte da imprensa e da torcida incomodados. O Olé fez extensa reportagem relatando bastidores que levaram Sabella a tomar a decisão.

Primeiramente, o diário crava que o ex-atacante de Corinthians e Boca Juniors não tinha a menor esperança de ser convocado. “Nem que faça 130 gols pela Juventus estarei na seleção”, teria dito, mesmo ciente do clamor popular e até da pressão de alguns membros da Federação Argentina de Futebol pela sua presença.

Sabella nunca convocou Tevez desde que assumiu o cargo, em agosto de 2011. A postura do jogador com os seus antecessores seria o maior motivo que fechou as portas para sua ida ao Brasil. O Olé afirma que ele não tem capacidade de aceitar ser reserva em um ataque que também tem opções como Messi, Higuaín e Aguero. Assim, Sabella acredita que “ao invés de acalmar, ter Tevez no banco agita as águas”.

O jornal lembra que Carlitos questionou escolhas de Diego Maradona e Sergio Batista, que precederam o atual treinador. Ao primeiro, teria pedido maior variações do esquema 4-4-2 que havia preparado para a Copa de 2010 para que pudesse atuar de uma forma que mais gosta. Já ao segundo, cobrou uma reunião exclusiva e acabou convocado de última hora para a Copa América de 2011. No torneio, atuou nas duas primeiras partidas e decepcionou. Na terceira, foi sacado e declarou em entrevista: “não me sinto cômodo jogando pela esquerda”. A campanha terminou nas quartas de final, com Tevez perdendo pênalti na eliminação diante do Uruguai.

<p>Boa temporada na Juventus não foi suficiente; comportamento de Tevez na seleção minou suas chances de ir à Copa</p>
Boa temporada na Juventus não foi suficiente; comportamento de Tevez na seleção minou suas chances de ir à Copa
Foto: Getty Images

Neste cenário, o Olé ressalta que Tevez é um “craque, capaz de ir para a guerra com uma pistola de água e campeão por onde passou”. No entanto, “tem incompatibilidade para caminhar junto ao grupo da seleção”.

Além do risco de ser reserva, o protagonismo de Messi também incomodaria Tevez. O jornal argentino nega que os dois tenham grande problema de relacionamento, como muitos outros meios especulam, mas diz que ao atacante da Juventus é difícil ficar em “segundo plano”. “A seleção tira prestígio. Se eu não jogo, está Higuaín. Se não está ele, é o Kun Aguero. Ou Messi...”, chegou a declarar Carlitos segundo o Olé.

Diante destes fatos, Sabella entendeu que havia um mal-estar com Carlitos e que seria melhor não contar com ele mesmo tornando-se “refém”: se levasse, teria cedido à pressão; se não convocar, podem citar esta opção como motivo para um eventual fracasso na Copa. No fim da reportagem, o Olé ironiza a declaração de Tevez de que passaria férias se não fosse chamado. “Já tem as passagens para viajar com a família”.  

Fonte: Terra
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