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Terra na Copa

Da "implosão" do Morumbi à abertura: como Andrés turbinou o Itaquerão

20 out 2011 - 14h24
(atualizado às 19h18)
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Dassler Marques

Oficializado pela Fifa como o palco para a abertura e de uma das semifinais da Copa do Mundo de 2014, o estádio de Itaquera, em construção na Zona Leste de São Paulo, é uma vitória pessoal do presidente Andrés Sanchez, em seus últimos meses à frente do Corinthians.

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Em pouco mais de um ano, o aliado de Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local, acompanhou de camarote a rixa que excluiu o Morumbi do Mundial e, meses depois, agiu de forma meticulosa para que incentivos fiscais e financiamento do BNDES complementassem o orçamento para que o Itaquerão pudesse fazer o primeiro jogo da Copa.

A "implosão" do Morumbi

Foi em junho de 2010 que, da África do Sul, se anunciou a exclusão do Morumbi como possibilidade para a Copa do Mundo de 2014. A Fifa vetou o sexto projeto apresentado pelo São Paulo, que se dispôs a pagar no máximo um terço dos R$ 600 milhões necessários para a adequação aos padrões requeridos para um jogo do Mundial.

Com o Morumbi fora do caminho, Pacaembu e a Arena Palestra eram possibilidades praticamente desconsideradas, já que não seriam aptos a receber os 68 mil torcedores para um jogo de abertura. O cenário ficou extremamente favorável para o Corinthians, sobretudo quando o Governo Federal descartou a hipótese de construir um novo estádio em Pirituba.

Itaquera na abertura e semi da Copa do Mundo

Assim sendo, no fim de agosto, o Corinthians anunciou seu projeto, em conjunto com a empreiteira Odebrecht, para um estádio apto a 48 mil pagantes e orçado em cerca de R$ 350 milhões. Apresentado na véspera do aniversário de 100 anos, o projeto se dizia, segundo os dirigentes corintianos, à disposição da Copa do Mundo. Mas não era suficiente para a abertura.

O clube, que lavou as mãos quanto ao aumento do orçamento para que pudesse ampliar o Itaquerão visando o jogo de abertura, passou a responsabilidade de captar os recursos que faltavam para a Prefeitura e o Governo de São Paulo.

Com um orçamento atual que pode chegar a R$ 900 milhões, o Itaquerão terá cerca de R$ 420 milhões por meio de CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) concedidos pela Prefeitura, além de R$ 50 milhões via Governo Estadual para a locação de arquibancadas móveis. O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), entidade federal, irá completar o financiamento com aproximadamente R$ 400 milhões.

O passo final de uma carta marcada, e que contou com participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na aproximação de Corinthians e Odebrecht, foi dado nesta quinta-feira. A Fifa oficializou o Estádio de Itaquera como o palco da abertura e da semifinal do Mundial, mesmo com obras ainda em estágio intermediário.

Foto: Aloisio Mauricio / Terra
Fonte: Terra
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