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Copa tem 3 campeões eliminados e outros na berlinda; entenda

23 jun 2014 09h47
| atualizado às 10h51
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Italianos vão jogar contra Uruguai para "matar ou morrer"
Foto: Carlos Barria / Reuters

A Copa do Mundo de 2014 está mais difícil do que o esperado para os campeões. No Brasil, zebras se multiplicam e decepções fazem com que apenas duas rodadas sejam suficientes para garantir a queda de três times que têm uma taça do mundo guardada na sala de troféus. A primeira fase ainda pode derrubar outros três deles, incluindo a Seleção Brasileira comandada por Luiz Felipe Scolari.

Veja a situação dos campeões mundiais

Brasil (Grupo A)

Posição: 1º lugar
Situação: depende de si próprio
Último jogo: Camarões, às 17h de segunda-feira, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília
O que precisa: empate. Se perder, tem que torcer para o México vencer a Croácia. Se os croatas vencerem, tem que torcer para a diferença dos resultados não tirar os dois gols de vantagem no saldo de gols em relação ao México. As duas equipes estão empatadas em pontos e esse é o primeiro critério de desempate.

Espanha (Grupo B)

Posição: 4º lugar
Situação: eliminada
Último jogo: Austrália, às 13h de segunda-feira, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
O que precisa: de vitória para, pelo menos, não ser eliminada sem pontuar e na lanterna do grupo.

Itália (Grupo D)

Posição: 2º lugar
Situação: depende de si própria
Último jogo: Uruguai, às 13h de terça-feira, na Arena das Dunas, em Natal (RN)
O que precisa: um empate garante a classificação. Para ser líder, precisa vencer o Uruguai, torcer por vitória da Inglaterra sobre a Costa Rica e conseguir tirar diferença de três gols no saldo – os costarriquenhos levam vantagem

Uruguai (Grupo D)

Posição: 3º lugar
Situação: depende de si próprio
Último jogo: Itália, às 13h de terça-feira, na Arena das Dunas, em Natal (RN)
O que precisa: somente uma vitória garante a classificação. Para ser líder, precisa vencer a Itália, torcer por vitória da Inglaterra sobre a Costa Rica e conseguir tirar diferença de quatro gols no saldo – os costarriquenhos levam vantagem.

Inglaterra (Grupo D)

Posição: 4º lugar
Situação: eliminada
Último jogo: Costa Rica, às 13h de terça-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
O que precisa: não perder para não se despedir sem sequer pontuar. Para não ser lanterna, vencer a Costa Rica e torcer para Itália e Uruguai não empatarem. Neste caso, ainda precisaria tirar a diferença de saldo de gols, que é de um gol para os uruguaios e dois para os italianos.

França (Grupo E)

Posição: 1º lugar
Situação: depende de si própria
Último jogo: Equador, às 17h da quarta-feira, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
O que precisa: para ser líder, basta empatar. Só pode ficar fora se perder, e Equador e Suíça tirarem diferença de saldo de gols. Para isso ocorrer, teria de levar, pelo menos, 4 a 0. Com isso, a Suíça roubaria a segunda vaga se fizer 5 a 0 em Honduras.

Argentina (Grupo F)

Posição: 1º lugar
Situação: classificada
Último jogo: Nigéria, às 13h da quarta-feira, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
O que precisa: para ser líder, basta um empate. Se perder por qualquer placar entrega à Nigéria a primeira colocação.

Alemanha (Grupo G)

Posição: 1° lugar
Situação: depende de si própria
Último jogo: Estados Unidos, às 13h da quinta-feira, na Arena Pernambuco, no Recife (PE)
O que precisa: o empate já basta pela vaga - garantiria, também, os adversários americanos na segunda fase. Se perder, precisa torcer para Portugal não tirar diferença de oito gols ou Gana tirar diferença de cinco no saldo de gols

 

A Espanha deu o primeiro e maior vexame da Copa do Mundo. Atual campeã da competição, bicampeã europeia e vice na Copa das Confederações, a equipe falhou feio no Grupo B e acabou derrotada duas vezes: primeiro, foi massacrada pela Holanda e levou 5 a 1; depois, sucumbiu ao Chile e perdeu por 2 a 0. Só uma goleada por seis gols de diferença sobre a Austrália pode evitar que essa seja a pior campanha espanhola na história da competição - em 1962 e 1966, caiu na primeira fase com apenas uma vitória e saldo de um gol negativo.

Os espanhóis não são os únicos campeões mundiais a cair na primeira fase no Brasil, mas alcançaram um seleto rol de seleções que, na Copa seguinte à que se sagraram campeões, não passaram da primeira fase. Esse grupo tem a Itália (1950 e 2010), Brasil (1966) e França (2002). O fracasso da Espanha impressiona porque a equipe estava em alta, mesmo após a derrota para o Brasil na Copa das Confederações. Para a outra equipe já eliminada, no entanto, o impacto é menor.

Os ingleses caíram também com duas derrotas, mas pelo menos têm o "desconto" de figurar no chamado "Grupo da Morte" da Copa do Mundo. Em ambos os casos perderam por 2 a 1: primeiro para a Itália, depois para o Uruguai - dois campeões mundiais. O problema é que essas duas equipes não fizeram exatamente sua parte, e agora só uma delas vai avançar à segunda fase no Grupo D: vão se enfrentar na terça-feira para "matar ou morrer", com a vantagem sendo dos italianos, que podem até empatar.

Isso ocorreu porque a Costa Rica, maior zebra da Copa até agora, venceu ambos os campeões e já garantiu vaga. Portanto, serão pelo menos três equipes com títulos que cairão na primeira fase. O grupo pode aumentar ainda mais, no entanto: França e Alemanha não estão matematicamente confirmadas nas oitavas de final, embora a situação esteja bem encaminhada. Até o Brasil corre riscos: fica com a vaga se empatar com Camarões na segunda-feira; se perder, terá de torcer pelo México contra a Croácia ou depender de diferença de saldo de gols.

Apenas uma seleção campeã foi irretocável até agora na Copa do Mundo: Argentina. Os alvicelestes garantiram vaga, mas não jogaram tudo o que prometem: venceram a Bósnia e sofreram para triunfar contra o Irã - foram pressionados e só fizeram gol nos acréscimos do segundo tempo.

Correção: Diferente do que foi noticiado nesta matéria, a Holanda nunca foi campeã do mundo. A seleção laranja já chegou a três finais de Copa, em 1974, 1978 e 2010, mas perdeu todas.  

Fonte: Terra
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