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Terra na Copa

Alemão do Schalke fala português e come até feijão; conheça

20 ago 2011 - 09h10
(atualizado às 09h44)
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Dassler Marques

"E aí, moleque? Tudo bem?". É com essa saudação em português que Alex cumprimenta a reportagem do Terra na Veltins Arena, em Gelsenkirchen. Natural se ele não fosse, na verdade, Alexander Baumjohann, um genuíno alemão da pequena cidade de Waltrop e um dos principais jogadores do Schalke 04. Alguém que, no cardápio, na fluência de seu português, no carinho pelo Atlético-MG e até na conta do Twitter, deixa claro que tem tanto a ver com o Brasil do que com seu país natal.

"Lá em casa, só tem comida brasileira, porque temos uma empregada brasileira. Gosto muito, como de tudo. De feijoada também gosto", explica Alex à reportagem do Terra. Quando diz "temos", ele transparece que a familiaridade com o Brasil não surgiu do nada. Tem nome e sobrenome: Tatiane Baumjohann, modelo mineira com quem é casado e reside na Alemanha há quatro anos.

"Nós nos conhecemos em 2004. Ela veio nas férias, nos conhecemos e conversamos. Em português, inglês e um pouco de tudo mesmo. Trocamos e-mails, ficávamos em contato e nunca imaginei que teria jeito. Ela também tinha uma empresa de eventos no Brasil e não podia largar. Um dia não aguentávamos mais ficar separados. Sentamos, tentamos e deu certo", conta.

Foi em 2007, então, que o namoro de verdade teve início. Meses depois, no mesmo ano, Tatiane partiu de vez para a Alemanha. O casamento veio no ano seguinte, junto com o primeiro fruto do casal. Melissa, em outubro, completará três anos de vida. Em casa, já está acostumada a ouvir mais o português do que o alemão.

"Eu sempre joguei com brasileiros, como o Lincoln (hoje no Palmeiras) aqui no Schalke, e falava um pouco de português. Eu nunca fui tão bom de idiomas na escola, mas quando você precisa mesmo aprender é mais fácil. Sei que para vocês (brasileiros) é difícil aprender o alemão. Para minha mulher também. Para mim o português não era fácil, mas você aprende pouco a pouco", disse, com uma impressionante a fluência em uma língua tão diferente para os alemães.

As vindas ao Brasil, admite ele, ajudaram muito. A última, nas férias do meio de ano, foi a "sexta ou sétima". Alex já perdeu as contas, mas recorda passagens pelo Rio de Janeiro, Santos e São Bernardo, onde tem casa o brasileiro Edu, hoje seu companheiro de Schalke. Mas se você quer encontrar o casal Baumjohann por esses lados,deve ir até Belo Horizonte, a terra de Tatiane. Foi por lá que ele descobriu um novo time.

O carinho pelo Atlético-MG e o Twitter em português

"Ela me levou ao Mineirão, porque ela era fanática pelo Galo e sempre ia ver os jogos. Comecei a gostar já que tem uma torcida fantástica, acho que dá para se comparar com a do Schalke. É um clube que está sempre lá em cima", recorda. Nas últimas férias, Baumjohann conheceu pessoalmente Dorival Júnior, as instalações da Cidade do Galo (o Centro de Treinamento atleticano) e até foi ao jogo entre Atlético-MG x São Paulo, em Sete Lagoas. "Fiquei com vontade de entrar em campo", brinca.

Baumjohann, entretanto, freia quem cogita qualquer transferência para o Brasil. "Financeiramente aqui (na Alemanha) é melhor, e a estrutura também", analisa. "Mas prefiro ver um jogo do Campeonato Brasileiro. O futebol é rápido e bom, as torcidas também. Acho que eu poderia jogar, muitos me falam que eu caberia bem no futebol brasileiro. Tenho vontade, mas acho difícil", conta ele, que normalmente joga pela ponta direita, com velocidade e bons dribles.

A ligação com o Brasil já é tão forte que, em seu Twitter, Alex posta todas as mensagens em português e alemão para os quase 4 mil seguidores que possui. "Muitos torcedores me seguem e querem ter notícias, por isso falo nos dois idiomas", explica. Tatiane, que também tem uma conta na rede social, costuma distribuir brindes do marido para os fãs e até cornetar o treinador de Baumjohann no Schalke, Ralf Rangnick, por exemplo.

Alex, que já teve uma rápida passagem pela seleção principal, faz planos para 2014. "É um sonho jogar a Copa, porque tenho uma relação com o Brasil. É um país bonito onde sempre está calor, até no inverno. É um país com pessoas alegres. Terei de trabalhar muito, mas tomara que eu consiga ser convocado", espera. Se o critério de Joachim Löw for afinidade com o país sede, Alex Baumjohann irá vestir a camisa 10.

»Confira entrevista completa com Alexander Baumjohann

Alemão do Schalke fala português e come até feijão:
Fonte: Terra
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