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Conmebol sai em defesa de Raphael Claus após brasileiro virar 'alvo' da Casa Branca

Árbitro expulsou Balogun em jogo contra a Bósnia e Herzegovina pela segunda fase da Copa, mas Fifa cancelou punição após 'dossiê' do governo dos Estados Unidos

6 jul 2026 - 18h55
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Após a CBF e a FPF se manifestarem, foi a vez da Conmebol defender o brasileiro Raphael Claus, alvo de 'dossiê' do governo de Donald Trump no caso da expulsão revertida de Folarin Balogun no jogo entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Em nota divulgada nesta segunda-feira, 6, a entidade deu respaldo ao trabalho e à postura do árbitro na partida.

O atacante recebeu cartão vermelho no segundo tempo do confronto no Levi's Stadium, em Santa Clara, ao pisar com as travas da chuteira no tornozelo de Tarik Muharemovic. Inicialmente, ele não foi punido, mas após ser chamado para analisar o lance no VAR, Claus decidiu colocá-lo para fora de campo. A decisão, porém, foi anulada.

Após pedido de Trump a Gianni Infantino e a Casa Branca coordenar uma operação jurídica e política, a Fifa reverteu a expulsão e o atacante ficou apto para jogar as oitavas de final contra a Bélgica. Não somente isso, o presidente dos Estados Unidos disse que o brasileiro era "suspeito" por seu histórico de atuações. O Poder Executivo americano ainda alegou que ele poderia estar envolvido em manipulação de resultados, segundo o The Athletic.

Em manifesto, a Comissão de Árbitros da Conmebol ressaltou as qualidade de Raphael Claus e reforçou a confiança que tem em seu trabalho. "Reconhecimento à trajetória, à honestidade, à independência e à competência profissional do árbitro sul-americano Raphael Claus, qualidades amplamente demonstradas ao longo de sua destacada carreira na arbitragem internacional", disse a entidade.

"Nesse sentido, a Comissão manifesta seu pleno e irrestrito apoio ao seu trabalho, reafirmando sua confiança em seu profissionalismo, sua integridade e no compromisso com o qual desempenha suas funções a serviço do futebol mundial", concluiu a nota da confederação responsável pelo esporte na América do Sul.

Uso do VAR por Raphael Claus na expulsão também foi questionado

Ainda de acordo com o The Athletic, Andrew Giuliani, diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, teve papel central ao trabalhar diretamente com a equipe jurídica e buscar atualizações constantes tanto da Fifa quanto da U.S. Soccer. A defesa produzida argumentou que a expulsão de Balogun por Raphael Claus foi injusta, focando especificamente em uma suposta falha na implementação do sistema de VAR.

Também nesta segunda-feira, 6, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, elogiou a anulação do cartão vermelho e criticou o uso do árbitro de vídeo no lance. Segundo ele, a disputa com Muharemovic não deveria ter sido analisada em câmera lenta, mas sim em tempo real.

Disputas políticas e polêmicas extracampo à parte, Balogun está disponível para o técnico Maurício Pochettino no confronto com a Bélgica pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A partida será disputada às 21h (horário de Brasília) no Estádio de Seattle, nos Estados Unidos.

Estadão
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